ABERJE divulga resultado da 2ª edição da pesquisa sobre Comunicação Interna

ABERJE divulga resultado da 2ª edição da pesquisa sobre Comunicação Interna

Atualizado em 21/10/2005 às 10:10, por Por: Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

A comunicação interna das organizações brasileiras está cada vez mais profissionalizada, recebendo maiores investimentos, mudando o perfil dos profissionais de comunicação e diversificando seu mix de ferramentas, com destaque para o meio eletrônico. Além disso, a maioria dos profissionais de comunicação é composta por mulheres. Essas são algumas das principais conclusões apontadas pela segunda rodada da pesquisa sobre o setor, divulgada pela DATABERJE - Instituto de Pesquisas da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). O trabalho foi feito com o objetivo de mapear os avanços na área de Comunicação Interna e comparar com os dados levantados em 2002.

O estudo foi coordenado por Paulo Nassar, diretor-presidente da ABERJE e professor da ECA-USP, e Suzel Figueiredo, diretora da DATABERJE e professora da FAAP. A amostra envolve 117 organizações, classificadas entre as 500 maiores empresas do Brasil, de acordo com levantamento deste ano da revista Exame. Juntas, elas empregam mais de um milhão de funcionários e faturaram, no ano passado, acima de US$ 260 bilhões. Também estão incluídos na amostra sete bancos que figuram entre os maiores do país. A coleta de dados ocorreu entre 15 e 30 de agosto de 2005.

Para a diretora da DATABERJE, Suzel Figueiredo, um dos dados mais significativos levantados pela pesquisa demonstra que as novas tecnologias ganham força e importância na Comunicação Interna. Atualmente, 31% das empresas pesquisadas consideram a intranet o principal meio de comunicação com os funcionários, índice que em 2002 era de apenas 18%. "Isso não significa que as empresas deixaram de usar outros meios convencionais para adotar o canal digital, mas que passaram a usar melhor o mix de comunicação, como já era feito com o meio externo. Percebemos que internamente também existe uma diversidade de público que vem obrigando as organizações a trabalhar com os diferentes meios em sua comunicação interna", explica.

Outro destaque é que, cada vez mais, as empresas elevam profissionais de comunicação à posição de diretoria. Do total de empresas pesquisadas, em 46,2% da amostra a comunicação tem status de vice-presidência, diretoria ou superintendência. Em 35% figura como uma gerência e em 18,8% dos casos a área de comunicação é uma assessoria, coordenadoria ou departamento. "Dessa forma, a comunicação tem se mostrado mais estruturada, voltada para o plano estratégico da empresa, com verbas estabelecidas e equipes dimensionadas. Se antes, em geral, a comunicação interna estava ligada ao setor de recursos humanos, hoje aparece com uma estrutura própria, o que representa uma profissionalização muito importante do setor", defende o diretor-presidente da ABERJE, Paulo Nassar. Complementa-se a isso o fato de que a maioria dos entrevistados (74,4%) afirmou que a Comunicação Corporativa é uma área estratégica nas empresas onde trabalham e em 73,5% delas já existe um Plano Integrado de Comunicação.

Mais jornalistas - Com relação às equipes que atuam na Comunicação Interna, o estudo apontou que o trabalho é dividido entre equipes internas e externas, modelo já consagrado e que permanece inalterado desde a pesquisa de 2002. Da mesma forma, a área continua multidisciplinar, com profissionais de diversas áreas atuando conjuntamente. Jornalistas lideram o ranking com 47,9% das citações. Chama atenção a queda acentuada de relações públicas, que reduziu sua participação pela metade, de 32% em 2002 para 15,4% em 2005.

Mesmo representando uma parcela modesta dos investimentos em Comunicação Corporativa, os investimentos em Comunicação Interna continuam crescendo. É o que comprova mais de 80% das empresas entrevistadas. A pesquisa demonstra que os investimentos em Comunicação Interna podem variar de menos de R$ 500 mil até mais de R$ 5 milhões. A faixa de investimento mais comum está abaixo de R$ 1 milhão, o que é citado por 58,1% das empresas. Porém, observa-se o índice de respondentes que não soube ou não quis indicar um valor de investimento (17,9% da amostra).