A velha dama digna

A velha dama digna

Atualizado em 11/04/2008 às 19:04, por karina padial*.

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Ao completar seu centenário, ABI recupera prestígio institucional e força política e retoma o brilho de seus dias de engajamento.
Festa no Rio de Janeiro reuniu jornalistas, intelectuais, artistas e personalidades públicas.

Todo anfitrião experiente sabe que uma boa festa depende, basicamente, de dois fatores: que o convescote seja organizado com a devida antecedência e que os convidados sejam tão diferentes quanto possível uns dos outros, o que gera uma boa conversa e um saudável nível de atrito. Logo que comemorou seu 99º aniversário, em abril do ano passado, a Associação Brasileira de Imprensa já começou a preparar os festejos que acontecem este mês em virtude do centenário da instituição. E, dia após dia, o presidente da ABI, Maurício Azêdo, vinha recebendo resposta às centenas de cartas enviadas a personalidades do mundo político, artístico, empresarial, intelectual e a jornalistas para integrar a Comissão de Honra do Centenário. As adesões vão do patrão ao sindicalista, de norte a sul do Brasil, de membros da ABL a publicitários, de políticos conservadores à esquerda da esquerda brasileira. Somente uma entidade como a ABI - dotada de uma herança histórica invejável, e agora em visível recuperação de seu prestígio junto aos formadores de opinião, após um período de declínio - conseguiria reunir, sob uma mesma causa, figuras como José Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, e Lúcio Flávio Pinto, do solitário Jornal Pessoal, de Belém; do pianista Arthur Moreira Lima à sambista Beth Carvalho; e pelo menos dez Josés, de Sarney à Serra, de Hamilton Ribeiro a Mindlin. Os aceites não paravam de chegar e até mesmo o presidente Lula já havia confirmado presença, desde o ano passado.

Leia matéria completa na edição 233 de IMPRENSA