A sociedade brasileira corre risco de não ser informada corretamente, diz Ricardo Kotscho
A sociedade brasileira corre risco de não ser informada corretamente, diz Ricardo Kotscho
Atualizado em 26/11/2010 às 09:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Durante o Seminário sobre Liberdade de Imprensa, realizado na última quinta-feira (25), o jornalista Ricardo Kotscho apoiou a intenção de o governo realizar debates sobre a criação de um marco regulatório para a mídia, alegando que os proprietários dos meios de comunicação "se recusam a discutir qualquer regulação". "A imprensa tem a mais absoluta liberdade de expressão e às vezes abusa dela. A liberdade de imprensa não corre risco no Brasil. A sociedade brasileira, sim, corre sérios riscos de não ser informada corretamente, quando seus veículos atuam como partidos políticos", declarou o jornalista, que já foi secretário de Comunicação Social do governo de Luiz Inácio Lula da Silva - cargo atualmente exercido pelo ministro Franklin Martins.
No mesmo evento, o editor-executivo do jornal Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, afirmou que os veículos de comunicação são abertos a críticas, e oferecem diversos canais institucionais para isso, diferentemente de alguns setores da economia. Sobre a regulação da mídia, Dávila declarou que a Constituição Federal garante a liberdade de imprensa e assegura o direito de resposta e indenização caso aconteça equívocos e ofensas. "Qualquer coisa que avance isso, configura censura e fere a Constituição".
O sociólogo Demétrio Magnoli também criticou os argumentos usados pelo governo para defender o debate sobre a regulação das mídias eletrônicas no país. "O governo tem obrigação de garantir a concorrência em setores da economia. Mas, quando se trata de informação e jornalismo, o governo é lado. O papel da imprensa é criticar o governo, este, o anterior e o próximo. Não é missão do governo assegurar a liberdade de imprensa, porque ele é parte interessada. Isso é papel do Estado", afirmou.
De acordo com o jornal O Globo , Magnoli declarou que a diferença entre Estado e governo "desaparece com frases como 'é função do governo promover a liberdade de imprensa'", ou em afirmações de que "a imprensa é um partido político". "Isso é posição de um governo que tem dificuldade de distinguir entre governo e Estado ou entre corrente política e poder público", disse o sociólogo.
O Seminário sobre Liberdade de Imprensa acontece até esta sexta (26), em São Paulo (SP), e é organizado pela Fundação Padre Anchieta, gestora da TV Cultura. Durante o evento, serão discutidos temas como o fim da lei de imprensa e o "controle social da mídia". No último dia de seminário, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso afirmou que no país, por haver muita informação disponível, se destaca sempre "aquele meio de comunicação que garantir para si alguma confiabilidade". Além disso, FHC disse "se alguém tiver a intenção de controlar a Internet, vai perder tempo".
No início de novembro, Brasília (DF) sediou o Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, onde seriam discutidas propostas para regulamentação do rádio, TV e Internet. O evento foi organizado por Martins, que convidou representantes de agências reguladoras do exterior para debaterem o tema.
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No mesmo evento, o editor-executivo do jornal Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, afirmou que os veículos de comunicação são abertos a críticas, e oferecem diversos canais institucionais para isso, diferentemente de alguns setores da economia. Sobre a regulação da mídia, Dávila declarou que a Constituição Federal garante a liberdade de imprensa e assegura o direito de resposta e indenização caso aconteça equívocos e ofensas. "Qualquer coisa que avance isso, configura censura e fere a Constituição".
O sociólogo Demétrio Magnoli também criticou os argumentos usados pelo governo para defender o debate sobre a regulação das mídias eletrônicas no país. "O governo tem obrigação de garantir a concorrência em setores da economia. Mas, quando se trata de informação e jornalismo, o governo é lado. O papel da imprensa é criticar o governo, este, o anterior e o próximo. Não é missão do governo assegurar a liberdade de imprensa, porque ele é parte interessada. Isso é papel do Estado", afirmou.
De acordo com o jornal O Globo , Magnoli declarou que a diferença entre Estado e governo "desaparece com frases como 'é função do governo promover a liberdade de imprensa'", ou em afirmações de que "a imprensa é um partido político". "Isso é posição de um governo que tem dificuldade de distinguir entre governo e Estado ou entre corrente política e poder público", disse o sociólogo.
O Seminário sobre Liberdade de Imprensa acontece até esta sexta (26), em São Paulo (SP), e é organizado pela Fundação Padre Anchieta, gestora da TV Cultura. Durante o evento, serão discutidos temas como o fim da lei de imprensa e o "controle social da mídia". No último dia de seminário, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso afirmou que no país, por haver muita informação disponível, se destaca sempre "aquele meio de comunicação que garantir para si alguma confiabilidade". Além disso, FHC disse "se alguém tiver a intenção de controlar a Internet, vai perder tempo".
No início de novembro, Brasília (DF) sediou o Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, onde seriam discutidas propostas para regulamentação do rádio, TV e Internet. O evento foi organizado por Martins, que convidou representantes de agências reguladoras do exterior para debaterem o tema.
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