"A razão do convite foi meu histórico em mídia", diz brasileira da News Corp

A brasileira Ana Paula Pessoa (46) integrará o conselho da News Corp., conglomerado de mídia do australiano Rupert Murdoch, em momento-chave no qual a empresa se divide em duas.

Atualizado em 24/06/2013 às 09:06, por Redação Portal IMPRENSA.

(46) integrará o conselho da News Corp., conglomerado de mídia do australiano Rupert Murdoch, em momento-chave no qual a empresa se divide em duas. A partir desta semana, o braço que reunirá os canais de TV e estúdios de cinema passa a responder como 21st Century Fox; e o dos ativos de imprensa (como o Wall Street Journal ) e de educação, que serão comandados por Ana Paula, que mantém o nome original.

De acordo com a Folha de S.Paulo , a executiva, formada pela Escola Americana do Rio e ex-aluna de economia da Universidade Stanford, na Califórnia, chefiou a área financeira de várias empresas das Organizações Globo por quase 20 anos. Entre os cargos ocupados nesse período esteve o de diretora financeira da Sky, operadora de TV paga que tem Murdoch como sócio.

Ao deixar a Globo, há dois anos, Ana Paula criou um fundo e investiu numa start-up que criou um buscador de comércio eletrônico. Também abriu no Brasil o escritório da Brunswick, consultoria de comunicação estratégica. "A razão do convite foi meu histórico em mídia no Brasil", avalia.

A executiva diz que se encontrou com Murdoch algumas vezes nos últimos anos, mas o convite teria vindo mais pelo contato com o presidente-executivo da nova News Corp., Robert Thomson, que chefiou a redação do WSJ .
Foram muitas as conversas sobre "o que estavam fazendo no 'WSJ" e a transformação dos jornais", sobretudo "como viabilizar negócios na migração para o digital". Com Murdoch, Ana Paula conta que falou "sobre o mundo e sobre educação, foco da nova empresa".

O conselho da News Corp. terá ainda Joel Klein, ex-secretário de educação de Nova York, e será multinacional (conta com um indiano e um italiano). "Eles buscaram uma visão global", explica a executiva, que prevê que o trabalho na nova News Corp. deve tirá-la do Brasil seis vezes por ano.