A mudança cultural do jornalista tem que ser feita
Na Reunião de Pauta do mídia.JOR 4.0, editores e diretores de redação discutem o Jornalismo Exponencial
Atualizado em 10/04/2018 às 07:04, por
Bruno Castro e Luana Dorigon (Mackenzie).
Mídia.JOR discute o jornalismo exponencial em sua quarta edição
Por Bruno Castro e Luana Dorigon, estudantes de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São PauloDa inteligência artificial e mobilidade tecnológica ao futuro do jornalismo em plena era que o comunicólogo Henry Jenkins definiu como convergência de mídias, a Revista e Portal IMPRENSA reuniram na última sexta-feira, 6 de abril, diversos profissionais na 4ª edição do mídia.JOR para discutir sobre o “jornalismo exponencial e o impacto da 4ª revolução industrial na comunicação”. Crédito:Bruno Castro
O primeiro painel matutino foi moderado por Ethevaldo Siqueira, que é curador do mídia.JOR 4.0 e jornalista especializado em novas tecnologias dos segmentos de informação e comunicação. A Reunião de Pauta contou com a participação de Daniel Bramatti (editor do Estadão Dados e presidente da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Moises Rabinovici (gerente de redação na EBC – Empresa Brasileira de Comunicação), Thaís Oyama (redatora-chefe deVeja) e Suzana Singer (editora de treinamento na Folha de S.Paulo). Os jornalistas trouxeram à tona temas como o avanço tecnológico, reformulação das empresas de comunicação, jornalismo de dados e a formação de novos profissionais que se adaptem ao atual cenário de mídia.
Um dos temas mais abordados durante a “reunião de pauta” foi a rentabilidade do jornalismo digital. Com a difusão de notícias por redes sociais, o retorno financeiro dos grandes veículos foi afetado. Suzana Singer afirmou que as empresas de comunicação ainda buscam formas de rentabilizar sua produção jornalística. “O rombo da publicidade não foi coberto com a produção de notícias digitais. Todo mundo está procurando se reinventar”, declarou.
Na discussão sobre a produção de notícias, Moises Rabinovici questiona: "Os leitores vão precisar dos jornais para se informar?".
Os debatedores deixaram claro que, por mais que se reinvente, o jornalismo não deixará de existir. Ethevaldo Siqueira ressalta que a revolução 4.0 vai afetar o jornalismo, mas sem desperdiçar os talentos humanos. "O big data é um tsunami de informações. A função do jornalista é extrair informação útil do big data, e isso exige cultura, sensibilidade jornalística e bom senso".
Daniel Bramatti complementa lembrando que o jornalista vem de um formação que não passa pelas Exatas, só que cada vez as ferramentas estão mais acessíveis. "A barreira de entrada no jornalismo de dados está diminuindo. Mas as redações estão passando por um processo de enxugamento e ter uma equipe de dados é um luxo".
Thaís Oyama diz que, apesar do avanço da tecnologia, há aspectos inerentes à natureza do jornalista que são insubstituíveis. “As máquinas são ótimas para responder, mas não para perguntar. Fazer as perguntas certas nos diferencia”.
Na abertura de perguntas para plateia, foi levantada a necessidade de reformulação do jornalismo, de investimento na produção de notícias digitais e a preocupação acerca da formação de profissionais que farão parte desse novo cenário do jornalismo.
O mídia.JOR 4.0 conta com o patrocínio dos Correios e o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além da parceria com o curso de jornalismo da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. O apoio de mídia de Abril e Propmark, e o apoio institucional da ABERT, ABI, ABRADi, ABRAJI, ANER, ANJ e FENAJ.
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