"A maioria dos jornalistas é ignorante quando o assunto é reforma agrária", diz João Pedro Stédile
"A maioria dos jornalistas é ignorante quando o assunto é reforma agrária", diz João Pedro Stédile
Atualizado em 14/04/2010 às 15:04, por
Luiz Gustavo Pacete/Redação Revista IMPRENSA*.
Por O mês de abril é emblemático para o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. É quando ocorre o "Abril Vermelho", uma jornada nacional de luta pela reforma agrária coordenada pelo MST. Em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, o movimento teve início esta semana e já mobilizou mais de duas mil famílias.
Desde então, vários veículos de comunicação têm apontado ocupações que ocorreram em diversas regiões do país, mas o líder do MST, João Pedro Stédile, afirma que a imprensa distorce os fatos e que a data é emblemática para marcar a conscientização em relação à reforma agrária. Em evento ocorrido no dia 30 de março, Stédile ressaltou que a maioria dos jornalistas é ignorante em relação ao tema e não estão dispostos a tratar o assunto de forma séria. "Não adianta nada nos esforçarmos em explicar se o outro lado não quer ouvir. O que percebemos é que depende muito dos profissionais terem um pouco de vocação. Mas a maioria está a mando de veículos de comunicação contaminados com ideologias políticas", afirmou.
De acordo com Stedile, não importa o que pensa a opinião pública a respeito do movimento. "Quem forma a opinião pública são os meios de comunicação. A opinião pública sempre vai ser contra qualquer greve de transporte, de professores. Temos que olhar a opinião publica ao reves, as pessoas são influenciadas pelos meios hegemônicos que formam o que ela tem de pensar. Por isso, a opinião publica não é fator de força real para mudar nada, até porque as pessoas mudam de opinião muito rápido o que não pode ser considerado um fato de decisão", conclui.
*Com colaboração de Ana Ignacio/Da Redação
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| Divulgação |
| João Pedro Stédile |
De acordo com Stedile, não importa o que pensa a opinião pública a respeito do movimento. "Quem forma a opinião pública são os meios de comunicação. A opinião pública sempre vai ser contra qualquer greve de transporte, de professores. Temos que olhar a opinião publica ao reves, as pessoas são influenciadas pelos meios hegemônicos que formam o que ela tem de pensar. Por isso, a opinião publica não é fator de força real para mudar nada, até porque as pessoas mudam de opinião muito rápido o que não pode ser considerado um fato de decisão", conclui.
*Com colaboração de Ana Ignacio/Da Redação
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