A Laranja Mecânica
A Laranja Mecânica
Atualizado em 11/01/2005 às 16:01, por
Ana Carolina Olivar/ Uni Sant´Anna.
Sim, é uma obra de arte. Não, não é muito fácil entender o filme, mas o livro é pelo menos cinco vezes mais complicado. é um filme eu deve ser assistido diversas vezes, e mesmo assim ainda restará alguma dúvida, a respeito de alguma cena. Claro que o filme é um pouco longo demais e às vezes um pouco cansativo, mas é um dos melhores filmes de Stanley Kubrick, considerado até por Steve Spielberg o melhor diretor de cinema de todos os tempos. Kubrick era um mestre na arte cinematográfica e graças a ele o cinema evoluiu muito nesses 30 anos. Foi com 2001, Uma odisséia no espaço que Kubrick ganhou fama, mas este não foi se único fil-me que merece destaque.
Kubrick sempre fez filmes que nos faziam pensar, e mesmo quando não gosta-mos dele temos que assistir novamente, e talvez fosse olhe de forma diferente a história.
Para ele um filme para ser bem feito, não podia ser filmado em apenas seis me-ses, isso seria um sacrilégio, afinal um bom diretor vive seu filme, não apenas o dirige.
Em nenhum momento de sua vida Kubrick se preocupou com a industria cultural e tampouco ligava para as críticas, e sempre que terminava um filme dia que poderia ter feito melhor. Portanto, ele era sua própria crítica.
Mas voltando ao filme, vemos em , a história é toda base-ada na vida de Alex e sua gangue que não cometiam apenas pequenos crimes, mas tam-bém matavam, estupravam e espancavam suas vítimas. Alex é uma criança no corpo de um adulto, para ele não existe certo e errado, mas quando é preso e dois anos depois se submete a um tratamento, que mais se parece uma tortura, ele perde sua autonomia, seu livre - arbítrio, portanto, deixa de ser um ser humano passa a ser uma máquina.
Não é a primeira vez que Kubrick mostra que o ser humano pode se transformar em uma máquina, mas não pense que ele inventava essas teorias, ele sempre se baseava em teorias da psicanálise de Freud - que ficaria muito contente em ver suas teorias nos filmes de Kubrick - como o condicionamento. Um exemplo disso é no filme Nascido para Matar, talvez um dos filmes mais fortes feitos a respeito da guerra no Vietnã e o sofrimento dos soldados americanos que foram para lá. E uma das cenas inesquecíveis é a cena de um dos rapazes se suicidando no banheiro. Por isso afirmo que Kubrick pode ser considerado o da Vinci do cinema.
Outro filme de Kubrick que é muito marcante é 2001, Uma odisséia no espaço, onde o computador de uma espaçonave resolve comandá-la é muito interessante imagi-nar como seria se fossemos comandados pelas máquinas, bem se já não o somos afinal se fosse ligar para um serviço de auto atendimento, uma máquina mandará você apertar os números e você terá que obedecer se quiser que o atendimento funcione.
Kubrick em , mostra no que o homem pode se tornar, já que o meio faz o homem. E quando no final do tratamento Alex não pode ver uma cena violenta ele foi condicionado a viver sem sua capacidade de raciocínio, portanto é uma máquina do governo, no caso do filme, Inglês.
È importante frisar que para Kubrick a autonomia é o que nos torna humanos, e mais uma vez, em A.I. - Inteligência Artificial, roteiro e idéia do Kubrick que foi diri-gida por Spielberg (que estragou o filme, do meu ponto de vista) o menino, um Pinó-quio moderno, quer ser, mas lhe ensinam que para ser humano têm de se submeter a vontade alheia, por isso, como Pinóquio ele pede para Fada Azul lhe dar vida. Mas não sabe que a vida nada mais é do que ter o livre-arbítrio para fazer o que quiser, ou pelo menos pensar o que quiser.
Portanto, nos filmes de Kubrick, que são verdadeiras obras de arte, que fogem da industria cultural, o que vemos são as teorias Freudianas, tratadas com seriedade e muita competência.
Kubrick sempre fez filmes que nos faziam pensar, e mesmo quando não gosta-mos dele temos que assistir novamente, e talvez fosse olhe de forma diferente a história.
Para ele um filme para ser bem feito, não podia ser filmado em apenas seis me-ses, isso seria um sacrilégio, afinal um bom diretor vive seu filme, não apenas o dirige.
Em nenhum momento de sua vida Kubrick se preocupou com a industria cultural e tampouco ligava para as críticas, e sempre que terminava um filme dia que poderia ter feito melhor. Portanto, ele era sua própria crítica.
Mas voltando ao filme, vemos em , a história é toda base-ada na vida de Alex e sua gangue que não cometiam apenas pequenos crimes, mas tam-bém matavam, estupravam e espancavam suas vítimas. Alex é uma criança no corpo de um adulto, para ele não existe certo e errado, mas quando é preso e dois anos depois se submete a um tratamento, que mais se parece uma tortura, ele perde sua autonomia, seu livre - arbítrio, portanto, deixa de ser um ser humano passa a ser uma máquina.
Não é a primeira vez que Kubrick mostra que o ser humano pode se transformar em uma máquina, mas não pense que ele inventava essas teorias, ele sempre se baseava em teorias da psicanálise de Freud - que ficaria muito contente em ver suas teorias nos filmes de Kubrick - como o condicionamento. Um exemplo disso é no filme Nascido para Matar, talvez um dos filmes mais fortes feitos a respeito da guerra no Vietnã e o sofrimento dos soldados americanos que foram para lá. E uma das cenas inesquecíveis é a cena de um dos rapazes se suicidando no banheiro. Por isso afirmo que Kubrick pode ser considerado o da Vinci do cinema.
Outro filme de Kubrick que é muito marcante é 2001, Uma odisséia no espaço, onde o computador de uma espaçonave resolve comandá-la é muito interessante imagi-nar como seria se fossemos comandados pelas máquinas, bem se já não o somos afinal se fosse ligar para um serviço de auto atendimento, uma máquina mandará você apertar os números e você terá que obedecer se quiser que o atendimento funcione.
Kubrick em , mostra no que o homem pode se tornar, já que o meio faz o homem. E quando no final do tratamento Alex não pode ver uma cena violenta ele foi condicionado a viver sem sua capacidade de raciocínio, portanto é uma máquina do governo, no caso do filme, Inglês.
È importante frisar que para Kubrick a autonomia é o que nos torna humanos, e mais uma vez, em A.I. - Inteligência Artificial, roteiro e idéia do Kubrick que foi diri-gida por Spielberg (que estragou o filme, do meu ponto de vista) o menino, um Pinó-quio moderno, quer ser, mas lhe ensinam que para ser humano têm de se submeter a vontade alheia, por isso, como Pinóquio ele pede para Fada Azul lhe dar vida. Mas não sabe que a vida nada mais é do que ter o livre-arbítrio para fazer o que quiser, ou pelo menos pensar o que quiser.
Portanto, nos filmes de Kubrick, que são verdadeiras obras de arte, que fogem da industria cultural, o que vemos são as teorias Freudianas, tratadas com seriedade e muita competência.






