"A função do repórter é a única que vai sobreviver no jornalismo do futuro", diz Paulo Totti

"A função do repórter é a única que vai sobreviver no jornalismo do futuro", diz Paulo Totti

Atualizado em 01/10/2007 às 13:10, por Nathália Duarte/ Redação Portal IMPRENSA e  do Rio de Janeiro.

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"A função do repórter é a única que vai sobreviver no jornalismo do futuro. Sempre vamos precisar, no futuro, de alguém que pergunte". Foi assim Paulo Totti, jornalista do Valor Econômico e moderador, deu início ao primeiro painel do Seminário "Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo", realizado pela revista IMPRENSA, com patrocínio da Petrobras. O debate abrange o tema "As grandes pautas e a agenda cotidiana" e propõe alternativas para superar o desafio de aproximar as editorias de meio-ambiente, economia e energia da realidade social do país.

Segundo George Vidal, do jornal O Globo e da Globonews, a questão ambiental da energia só passou a despertar o interesse das redações do país a partir da década de 70, em substituição ao interesse que se tinha sobre a economia cafeeira. Para Vidal, esse interesse, que trouxe à mídia as questões da sustentabilidade e do crescimento econômico, é fundamental para que projetos de adaptação e proteção ao meio-ambiente sejam, de fato, conhecidos pela sociedade. "As pessoas continuam a ler jornais porque ele é um produto em que alguns textos se tornam ainda mais interessantes", afirma.

Washington Novaes, da TV Cultura, acredita que a crise ambiental por que estamos passando não é mais apenas uma questão de conservação, mas trata-se de não ultrapassar limites que "não podem ser ultrapassados" e, para esta tarefa, o participante destaca, mais uma vez, o importante papel da mídia. Novaes ressalta que o jornalista tem uma função muito grande na revisão do que ele chama de "crise do padrão civilizatório", acentuada pelas práticas insustentáveis de consumo e de produção.

Representante da agência internacional de notícias Reuters, Mário Andrada, fala sobre a conflitante da notícia com sua geração de valor econômico e seu grau de utilização. "A notícia continua tendo que ser uma novidade e verdadeira. Isso não mudou, mas agora ela está diretamente relacionada à agregação de prestígio", conta Andrade. E completa: "O jornalismo internacional só interessa ao público quando trata de risco político e econômico, o que são interesses mercantilistas, apesar de termos aprendido que, como jornalistas, temos uma função social. Assim é também com a propagação do jornalismo ambiental, que depende de fatores econômicos".

O seminário "O Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo" acontece na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nas dependências do Hotel Glória. Para acompanhar a transmissão das palestras e debates, ao vivo,