"A criminalização de um jornalista e de suas fontes é um absurdo", critica Greenwald

Na tarde desta segunda-feira (14/11), o jornalista Glenn Greenwald, responsável por divulgar o esquema de espionagem em massa norte-americano, defendeu durante a Conferência Global de Jornalismo Investigativo, na PUC-Rio, que é possível o governo brasileiro investir em programas de segurança que impeçam a invasão de “espiões”.

Atualizado em 14/10/2013 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Agência Senado Jornalista diz que está correndo risco por denunciar esquema de espionagem
“Há sistemas muito sofisticados que a Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana não pode invadir”, explicou. “Com certeza há métodos para impedir a espionagem dos Estados Unidos. São métodos caros, mas existem.”
De acordo com o G1, Greenwald informou que possui muitos documentos “complexos, profundos e chocantes” para divulgar. “Temos quatro ou cinco histórias que serão divulgadas em breve”, adiantou.
O jornalista disse ter se reunido no último domingo (13/10) com os advogados ingleses de seu companheiro David Miranda. Segundo eles, Greenwald e o parceiro poderiam ser presos por terrorismo caso os documentos sobre o Reino Unido fossem divulgados. “A criminalização de um jornalista e de suas fontes é um absurdo”, criticou.
Snowden desprotegido Para o profissional, o Brasil deveria dar proteção a Edward Snowden, ex-colaborador da NSA, se tiver interesse em obter mais informações. “Os governos estão se dizendo gratos por terem essas informações, mas não se dispõem a proteger quem passou esses dados.”
Ameaçado O jornalista também declarou estar sofrendo ameaças do governo dos EUA. “Estou sendo sempre atacado no meu país. Estou sendo ameaçado por pessoas do meu governo. Mas continuo dizendo que continuarei fazendo jornalismo até que o último documento seja publicado. Não estou segurando documentos relevantes. Não estou escondendo informações", completou.