"A concorrência não mudou um dólar do nosso orçamento", diz diretor da Globo Internacional

"A concorrência não mudou um dólar do nosso orçamento", diz diretor da Globo Internacional

Atualizado em 28/08/2009 às 13:08, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

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A TV Globo Internacional, presente em 115 países, completou dez anos em agosto e, para anunciar o balanço da última década, promoveu, em sua sede da cidade de São Paulo (SP), uma coletiva de imprensa com os expoentes da atuação do canal, que conta com dois milhões de telespectadores, dos quais cerca de 550 mil são assinantes.

TV Globo/José Paulo Cardeal
Ricardo Scalamandré
Para retransmissão de parte de sua grade, a Rede conta com quatro sinais, reproduzidos por 53 operadoras. Segundo Ricardo Scalamandré, diretor da Divisão de Negócios Internacionais, a disparidade entre os perfis de imigrantes que compõem a audiência do canal tornou imprescindível a transmissão em horários diferenciados e a produção customizada para cada região. Além disso, o "vazamento" de publicidade era um fator que incomodava a divisão comercial da emissora. "A publicidade de Angola - país líder em audiência com 175 mil assinaturas - vazava para a Europa". Com a expansão do número de sinais, esse problema foi, em parte, resolvido. Para 2010, a Globo tem planos da abertura de um quinto sinal.

Nos últimos 12 meses, informou Scalamandré, "a Globo transmitiu oito mil horas de programação para seus canais em Angola, Estados Unidos, Portugal e Japão". A receita do canal, segundo ele, provém majoritariamente das assinaturas, que respondem a 80% do faturamento. O diretor explicou que o espaço publicitário é vendido, sobretudo, aos empresários brasileiros radicados em outros países e que têm como objetivo abastecer o mercado dos imigrantes.

Em conversa após a coletiva, Scalamandré disse à reportagem do Portal IMPRENSA que a Globo não disputa mercado com outras emissoras brasileiras que possuem canais internacionais - Band e Record - pois sua proposta comercial é focada na venda de assinaturas. "A Record é TV aberta nos outros países; a Globo é vista por quem quer".

Questionado sobre a concorrência no mercado de venda de conteúdo - minisséries e novelas, principalmente -, Scalamandré disse que a atividade das outras emissoras é benéfica, pois apresenta ao mundo o formato dos programas mais populares no Brasil, o que facilita a comercialização dos produtos. Salientou, ainda, que a atuação das concorrentes não foi sentida pela Globo. "A concorrência não mudou um dólar do nosso orçamento", revelou. Em 2009, entre minisséries e novelas, a emissora vendeu trinta mil horas de programação.

Também estiveram na coletiva o diretor da Central Globo de Desenvolvimento Comercial, Marcelo Duarte, o Diretor de Distribuição Internacional, Marcelo Spínola, e o apresentador Serginho Groisman.

Comemoração dos dez anos

Para marcar o aniversário, a Globo Internacional optou por repetir o formato consagrado do "Brazilian Day Nova York" em outros países. A primeira edição da festa fora dos EUA aconteceu no último dia 2 de julho, na Inglaterra, apresentada por Serginho Groisman.

O evento, que reuniu 35 mil pessoas no Burgess Park, em Camberwell, contou com apresentações do cantor Leonardo, da cantora Carla Visi e de Marco André, cantor paraense.

No dia 6 de setembro, o cidade de Tóquio, no Japão, receberá sua versão da festa, também sob o comando de Groisman e terá como atração a banda baiana Jammil e Uma Noites. No dia seguinte, o Brazilian Day chega à cidade de Toronto, no Canadá.

O ciclo de festas se encerra no dia 10 de outubro com o "Dia da Amizade Angola-Brasil", em Luanda.

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