"A coisa mais importante é o fim da Fifa como conhecemos", diz Andrew Jennings

O jornalista escocês, Andrew Jennings, que contribuiu com o FBI para as investigações de corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa), afirmou na última quinta-feira (28/5) em entrevista ao UOL Esportes que está "eufórico" com o desdobramento do caso.

Atualizado em 29/05/2015 às 15:05, por Redação Portal IMPRENSA.

contribuiu com o FBI para as investigações de corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa), afirmou na última quinta-feira (28/5) em entrevista ao UOL Esportes que está "eufórico" com o desdobramento do caso.

Crédito:IMPRENSA/Alf Ribeiro Jornalista garante que investigação sobre a Fifa durará anos
De acordo com o portal, o jornalista ressaltou a importância das investigações e ainda afirmou que, em breve, novos escândalos virão à tona. "Penso que a coisa mais importante é o fim da Fifa como conhecemos. João Havelange levou o crime organizado à Fifa e ele perdurou desde 1974 até agora. É o fim de um império. E há muito mais coisa vindo, apenas espere. Logo eles vão chegar ao nome do [Ricardo] Teixeira".

Jennings também criticou o presidente da Fifa, Joseph Blatter – reeleito nesta sexta (29/5) – que afirmou "apoiar as investigações que visam deixar a entidade livre de comportamentos que manchem sua imagem".

"Penso que Sepp Blatter mente desde o dia que nasceu. Ele é chefe da corrupção por mais de 15 anos. Ele trabalhou em prol de Teixeira, ajudando Teixeira. Não faz sentido soltar este comunicado", disse.

Mesmo com a "explosão" mundial do caso sobre a entidade máxima do futebol, o jornalista acredita que ainda há muito a ser investigado. "Vai levar anos. Vai levar tempo para apurarem as coisas na Suíça, depois irão para os Estados Unidos. Muitas evidencias virão à tona nos tribunais, durante o julgamento. Depois passarão um longo tempo na prisão", completou.

Copa do Mundo do Brasil

Além de criticar a Fifa, Jennings comentou sobre a corrupção envolvendo a Copa do Mundo de 2014, que aconteceu no Brasil. Para ele, é muito estranho que o país tenha sido o único concorrente à sede do evento. "Não tinha competição. A investigação deve ser feita no Brasil. Está tudo cercado de corrupção", afirmou.