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A categoria jornalística vive crise financeira em Goiás, afirma sindicato

A categoria jornalística vive crise financeira em Goiás, afirma sindicato

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"No Estado de Goiás existem algumas empresas jornalísticas que vivem por conta de recursos públicos, basicamente do governo do Estado". Essa é uma das declarações de Luiz Spada, 47, presidente reeleito do Sindicato dos Jornalistas de Goiás.

Entretanto, Spada afirma que, desde 2006, quando o governo deixou de patrocinar as empresas por imposição da legislação eleitoral, há uma crise financeira que afeta toda a categoria dos profissionais de imprensa. "Os patrões, apesar de terem lucrado bastante com a torneira aberta da publicidade governamental, não fizeram reserva nem para o período eleitoral e nem, muito menos, para depois, quando assumiu o novo governo. Nesse sentido, os jornalistas têm amargurado com atrasos no pagamento dos salários".

Atualmente, Goiás conta com cerca de 2 mil jornalistas, sendo que aproximadamente 700 são filiados ao Sindicato. Entretanto, o presidente da entidade afirma que o número de profissionais do Estado não distingue os precários que "em janeiro de 2006, somavam 513". "O combate ao exercício ilegal da profissão é outra demanda relatada por ele, que "fica reprimida por conta da decisão do STF em retornar a emissão dos registros precários".

Ainda assim, Spada acredita que o maior desafio é a conquista do aumento do piso salarial que, hoje, está em R$ 1.147,37, além do aumento dos salários acima da inflação. "O acordo coletivo com as empresas de jornais e revistas já foi fechado e, até mesmo por conta desse quadro de crise, o reajuste ficou mais uma vez na reposição da inflação (3,44%)".

Em relação às jornadas de trabalho, o Sindicato entrou com um dissídio contra a entidade que representa as Empresas de Rádio e Televisão, que trata do "reenquadramento funcional dos jornalistas que, em Goiás, nas emissoras de rádio e TV, são contratados como radialistas e têm jornada de trabalho maior e piso salarial menor do que os jornalistas", declara Spada.

Formado pela Universidade Federal de Goiás, o presidente trabalha há 26 anos no jornal O Popular e acredita que o profissional sem diploma é um problema sério no Estado. "Algumas empresas contratam estudantes de jornalismo, e não estou falando de estagiários, junta-se a isso a existência dos precários, radialistas, em sua grande maioria. Entretanto, não temos conhecimento, por exemplo, de jornalistas que tiveram de se tornar PJ para poder trabalhar", finaliza.

A categoria jornalística vive crise financeira em Goiás, afirma sindicato

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