"A carência de papel na Venezuela representa uma censura indireta", diz RSF em comunicado

Em um comunicado publicado na última sexta-feira (12/9), a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) classificou como uma "censura in

Atualizado em 13/09/2014 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Em um comunicado publicado na última sexta-feira (12/9), a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) classificou como uma "censura indireta" a escassez de papel na Venezuela e pediu medidas que ajudem os jornais que se veem obrigados a reduzir ou suspender sua tiragem.
Crédito:divulgação RSF pediu medidas que ajudem os jornais que se veem obrigados a reduzir ou suspender sua tiragem “A carência de papel representa uma censura indireta e constitui um golpe ao pluralismo e à liberdade de informação, gravemente atingidos na Venezuela", afirmou a RSF em comunicado.

Segundo a agência EFE, a organização afirmou que o governo do presidente Nicólas Maduro empreendeu "uma série de reformas legais e de compras de empresas que favorecem a criação de meios de comunicação pró-governo".

A escassez de papel na Venezuela obrigou pelo menos 37 jornais a reduzirem sua tiragem ou a interromperem sua circulação, entre eles o mais antigo do país, o El Impulso , que só conseguiu se manter por meio de uma negociação com autoridades venezuelanas.

"Pedimos que se tomem medidas similares para apoiar todos os periódicos do país que se viram obrigados a reduzir seu número de exemplares ou a suspender sua tiragem", acrescentou a RSF, que defendeu ainda a continuidade das negociações "para que exista um abastecimento regular de papel".