A bola e o verbo
Crédito:Leo Garbin A bola e o verbo contornam minha vida. Inteirinha. Cheguei ao planeta em 14 de fevereiro, uma sexta-feira ensolarada de 1975.
Atualizado em 02/10/2013 às 15:10, por
Rodrigo Viana.
o verbo contornam minha vida. Inteirinha. Cheguei ao planeta em 14 de fevereiro, uma sexta-feira ensolarada de 1975. No dia 15 deste mês de outubro, das 19h às 22h, no Bar O torcedor, no complexo do Museu do Futebol, no Pacaembu, em São Paulo, ocorre meu segundo nascimento. Lanço “A bola e o verbo – o futebol na crônica brasileira”, uma adaptação de um exaustivo estudo de Mestrado, no qual me debrucei por anos e anos.
Também por anos sonhei com a bola. Em tornar-me um jogador de futebol. Passei toda a minha infância e adolescência treinando na Ferroviária de Araraquara, paralelamente aos estudos. Mesmo depois da faculdade de jornalismo, acreditem, fiz testes para tornar-me um jogador profissional no Guarani de Campinas, Noroeste de Bauru, Matonense (de Matão), Rio Claro (da cidade homônima) e Rio Branco de Andradas (MG). Não deu. Tornei-me um jornalista.
E por muito tempo essa pseudofrustração conviveu comigo. Agora a abandono. E abandono porque, para um jornalista, lançar um livro é algo definitivo. E para um exquase jogador profissional, lançar um livro sobre crônica de futebol é mais que um gol definitivo. É um gol de placa.
Milito no jornalismo esportivo há 20 anos. Dou aulas de jornalismo esportivo há seis. Defendo, em minhas tribunas, principalmente aqui nesta IMPRENSA, o jornalismo esportivo como uma editoria tão importante como são as de política, economia e outras. Percebo, agora, o entorno espiral da vida. Não me tirou o futebol. Ao contrário, o amor foi tanto (digo amor porque a paixão vai embora, nos abandona, mas o amor não!). Dizia que o amor foi tanto que extrapolou as quatro linhas, o “dentro de campo”.
Meu melhor verbo e minha melhor jogada estão lá, no livro. Ainda tive como prefaciador o Juca Kfouri, um craque da palavra. Levei a apresentação do Ignácio de Loyola, meu conterrâneo (somos da mesma cidade – Araraquara), e os endossos do Roberto Cabrini e do Alberto Dines. Não é pouco! Digo tudo isto, cabotinamente, porque estou comemorando este gol. A imagem é exatamente esta. De um jogador comemorando seu melhor gol.
Vou contar o final do livro. Porque o enredo desta história está na trajetória, e não no final. Aliás, vou encerrar esta crônica com a frase final do livro, sob a pena, logicamente, de um cronista. “Ninguém se importa com a bola. No entanto, se não fosse a bola, não havia futebol” (Álvaro Moreyra).
Também por anos sonhei com a bola. Em tornar-me um jogador de futebol. Passei toda a minha infância e adolescência treinando na Ferroviária de Araraquara, paralelamente aos estudos. Mesmo depois da faculdade de jornalismo, acreditem, fiz testes para tornar-me um jogador profissional no Guarani de Campinas, Noroeste de Bauru, Matonense (de Matão), Rio Claro (da cidade homônima) e Rio Branco de Andradas (MG). Não deu. Tornei-me um jornalista.
E por muito tempo essa pseudofrustração conviveu comigo. Agora a abandono. E abandono porque, para um jornalista, lançar um livro é algo definitivo. E para um exquase jogador profissional, lançar um livro sobre crônica de futebol é mais que um gol definitivo. É um gol de placa.
Milito no jornalismo esportivo há 20 anos. Dou aulas de jornalismo esportivo há seis. Defendo, em minhas tribunas, principalmente aqui nesta IMPRENSA, o jornalismo esportivo como uma editoria tão importante como são as de política, economia e outras. Percebo, agora, o entorno espiral da vida. Não me tirou o futebol. Ao contrário, o amor foi tanto (digo amor porque a paixão vai embora, nos abandona, mas o amor não!). Dizia que o amor foi tanto que extrapolou as quatro linhas, o “dentro de campo”.
Meu melhor verbo e minha melhor jogada estão lá, no livro. Ainda tive como prefaciador o Juca Kfouri, um craque da palavra. Levei a apresentação do Ignácio de Loyola, meu conterrâneo (somos da mesma cidade – Araraquara), e os endossos do Roberto Cabrini e do Alberto Dines. Não é pouco! Digo tudo isto, cabotinamente, porque estou comemorando este gol. A imagem é exatamente esta. De um jogador comemorando seu melhor gol.
Vou contar o final do livro. Porque o enredo desta história está na trajetória, e não no final. Aliás, vou encerrar esta crônica com a frase final do livro, sob a pena, logicamente, de um cronista. “Ninguém se importa com a bola. No entanto, se não fosse a bola, não havia futebol” (Álvaro Moreyra).





