88% das agressões contra jornalistas na cobertura da Copa foram causadas por PMs
Levantamento revelou ainda que 46% das agressões foram intencionais.
Atualizado em 20/06/2014 às 10:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou na última quinta-feira (19/6) que pelo menos 17 jornalistas foram agredidos no Brasil durante a cobertura das manifestações na primeira semana da Copa do Mundo. De todos esses casos de violência, 88% foram causados por policiais.
Crédito:Tomaz Silva/ AgBr Manifestantes entraram em confronto com policias militares em torno do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro De acordo com a AFP, a entidade solicitou que as autoridades brasileiras apurem os fatos. "Apesar das diversas medidas adotadas por organizações de imprensa para garantir a segurança dos jornalistas e das declarações oficiais sobre o princípio de não violência contra a imprensa, lamentamos que continuem ocorrendo estes fatos de agressão", ponderou Claudio Paolillo, encarregado de liberdade de expressão da SIP.
Em comunicado, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também denunciou os casos de violações contra os profissionais de imprensa e denunciou que 46% das agressões foram intencionais, ou seja, ocorreram mesmo após o jornalista se identificar.
A entidade registrou pelo menos 190 casos de violência ou prisão envolvendo 178 profissionais de maio de 2013 a 18 de junho de 2014. "A Abraji considera que a polícia continua usando força excessiva e descabida em muitas ocasiões, prejudicando o trabalho da imprensa e a liberdade de expressão", destacou.
Entre os casos citados pela associação estão o da produtora da CNN, Barbara Arvanitidis e da correspondente do canal no Brasil, Shasta Darlington, atingidas por estilhaços de bombas de efeito moral. Ambas cobriam o confronto entre policiais e manifestantes nas proximidades no metrô Carrão, na Zona Leste de São Paulo, caminho da Arena Corinthians, sede da abertura da Copa.
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Crédito:Tomaz Silva/ AgBr Manifestantes entraram em confronto com policias militares em torno do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro De acordo com a AFP, a entidade solicitou que as autoridades brasileiras apurem os fatos. "Apesar das diversas medidas adotadas por organizações de imprensa para garantir a segurança dos jornalistas e das declarações oficiais sobre o princípio de não violência contra a imprensa, lamentamos que continuem ocorrendo estes fatos de agressão", ponderou Claudio Paolillo, encarregado de liberdade de expressão da SIP.
Em comunicado, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também denunciou os casos de violações contra os profissionais de imprensa e denunciou que 46% das agressões foram intencionais, ou seja, ocorreram mesmo após o jornalista se identificar.
A entidade registrou pelo menos 190 casos de violência ou prisão envolvendo 178 profissionais de maio de 2013 a 18 de junho de 2014. "A Abraji considera que a polícia continua usando força excessiva e descabida em muitas ocasiões, prejudicando o trabalho da imprensa e a liberdade de expressão", destacou.
Entre os casos citados pela associação estão o da produtora da CNN, Barbara Arvanitidis e da correspondente do canal no Brasil, Shasta Darlington, atingidas por estilhaços de bombas de efeito moral. Ambas cobriam o confronto entre policiais e manifestantes nas proximidades no metrô Carrão, na Zona Leste de São Paulo, caminho da Arena Corinthians, sede da abertura da Copa.
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