30 anos de luta, 60 de história

30 anos de luta, 60 de história

Atualizado em 08/12/2008 às 17:12, por Júlia Baptista e Karina Padial.

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Prêmio Vladimir Herzog comemora sua trigésima edição com troféu especial da ONU aos jornalistas que mais se destacaram na luta pelos direitos humanos



A história é antiga e velha conhecida da imprensa. O jornalista Vladimir Herzog foi torturado e morto no dia 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOICodi, em São Paulo. O Brasil tentava sobreviver ao regime militar, que ignorava completamente a intenção da ONU de assegurar entre seus Estados- membros o reconhecimento dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948. O artigo cinco, em particular, dizia: "Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante". O Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi criado três anos depois desse sombrio episódio, para atestar que a sociedade estava alerta aos desmandos da ditadura, valorizar repórteres empenhados nessa luta e homenagear Vlado, como os amigos chamavam o diretor de telejornalismo da TV Cultura. O ano de 2008, portanto, é duplamente importante para a luta por uma sociedade justa. Comemoram-se os 60 anos da Declaração e a 30ª edição do prêmio. Efemérides que estiveram presentes durante a mais recente cerimônia de premiação, realizada em 27 de outubro. Repleta de significados, a entrega dos troféus começou com a escolha do lugar: o teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), considerado espaço-símbolo de resistência à ditadura, lotado como no dia de sua inauguração, em 1965, quando foi encenada a peça "Morte e Vida Severina". As comemorações também motivaram a criação de mais um prêmio: o Troféu Especial de Imprensa ONU, que foi entregue a cinco jornalistas escolhidos por votação, pelo trabalho representativo que fizeram em defesa dos direitos humanos.

Leia matéria completa na edição 241 de IMPRENSA