30 anos de luta, 60 de história
30 anos de luta, 60 de história
Prêmio Vladimir Herzog comemora sua trigésima edição com troféu especial da ONU aos jornalistas que mais se destacaram na luta pelos direitos humanos
A história é antiga e velha conhecida da imprensa. O jornalista Vladimir Herzog foi torturado e morto no dia 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOICodi, em São Paulo. O Brasil tentava sobreviver ao regime militar, que ignorava completamente a intenção da ONU de assegurar entre seus Estados- membros o reconhecimento dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948. O artigo cinco, em particular, dizia: "Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante". O Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi criado três anos depois desse sombrio episódio, para atestar que a sociedade estava alerta aos desmandos da ditadura, valorizar repórteres empenhados nessa luta e homenagear Vlado, como os amigos chamavam o diretor de telejornalismo da TV Cultura. O ano de 2008, portanto, é duplamente importante para a luta por uma sociedade justa. Comemoram-se os 60 anos da Declaração e a 30ª edição do prêmio. Efemérides que estiveram presentes durante a mais recente cerimônia de premiação, realizada em 27 de outubro. Repleta de significados, a entrega dos troféus começou com a escolha do lugar: o teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), considerado espaço-símbolo de resistência à ditadura, lotado como no dia de sua inauguração, em 1965, quando foi encenada a peça "Morte e Vida Severina". As comemorações também motivaram a criação de mais um prêmio: o Troféu Especial de Imprensa ONU, que foi entregue a cinco jornalistas escolhidos por votação, pelo trabalho representativo que fizeram em defesa dos direitos humanos.
Leia matéria completa na edição 241 de IMPRENSA






