1x4: O que vai mudar na mídia e criação com a profusão de novas tecnologias e Big Data?

Crédito: Divulgação O que vai mudar na área de mídia e criação das agências diante da profusão de novas tecnologias e do &qu

Atualizado em 17/10/2014 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Crédito: Divulgação





O que vai mudar na área de mídia e criação das agências diante da profusão de novas tecnologias e do "Big Data"? Em que medida a comunicação de massa irá perder espaço para uma comunicação mais individualizada com cada consumidor?



Carlos Pollhuber, diretor de marketing da rede Bob’s


Crédito: Aline Massuca


Com as novas tecnologias e o Big Data, as agência já mudaram. Na JotaCOM temos programadores e equipe de business intelligence totalmente integradas com nosso grupo de criação e mídia. Na era digital, equipes focadas em análises e otimização fazem a diferença no resultado final . De nada adianta um ‘caminhão de dados’ se não tivermos pessoas capacitadas para extrair e interpretar as informações relevantes. Sobre a comunicação de massa, não acho que perderá espaço, mas creio que a integração com as novas mídias digitais e ferramentas que permitam comunicação ‘cirúrgica’ traz efeitos maravilhosos. Jurgis Figueiredo, CEO da JotaCOM

Crédito: Selmy Yassuda

O Big Data transforma o “lixo digital” em um suculento filet mignon. O app Waze, um dos fenômenos recentes do Big Data, diz em seu site: “Pegue a melhor rota, todos os dias, com ajuda em tempo real de outros motoristas.” Agora imagine se a prefeitura da sua cidade, cuja essência é (ou deveria ser) melhorar a vida dos cidadãos, tivesse criado o Waze. O principal desafio para as agências é entender que o Big Data oferece novos pontos de contato individualizados que se tornam cada vez mais relevantes que os tradicionais formatos de mídia. As marcas que usarem o Big Data de forma pertinente vão, além de fortalecer seu equity, contribuir para uma sociedade mais eficiente. Felipe Zorzi, sócio-fundador da GDM.

Crédito: Divulgação

Acredito que a comunicação em massa não perderá tanto espaço para a comunicação online altamente segmentada. Neste caso, não existe uma "disputa" pelo consumidor, mas sim uma contribuição e divisão de valores. As pessoas acessam a internet e assistem TV ao mesmo tempo e cada mídia impacta o usuário em uma determinada etapa no funil de vendas. As agências, principalmente nas áreas de mídia e planejamento, terão de incluir no mix de marketing, tanto ações para massa, quanto segmentadas e focadas em cada consumidor, baseando-se em fatores comportamentais, de acordo o target do cliente. Daniel Sonna, diretor de mídia da Agência Sonna.


Crédito: Divulgação

As áreas de mídia e de criação terão que andar ainda mais de mãos dadas. O diálogo com o público não chega às multidões. Elas acontecerão mais e mais por blocos de interesse. Poucos veículos falarão com muitos consumidores ao mesmo tempo. A área de mídia terá que contratar profissionais de outras expertises, como antropólogos, sociólogos, capazes de analisar os dados e os perfis quase que individualmente. Já não é mais possível aceitar somente o que os media kits dos veículos oferecem. É preciso ir além. E a criação terá que acompanhar esse movimento, mergulhando no desejo do público antes de dar início ao processo de criação. Claudia Belém, sócia-diretora da Agência Febre