10ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA celebra jornalistas e homenageia Graça Foster

Na noite da última terça-feira (11/3), aconteceu a premiação da 10ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA – idealizado pelo portal e revista IMPR

Atualizado em 12/03/2014 às 12:03, por Vanessa Gonçalves.

ENSA – no espaço Rosa Rosarum, em São Paulo (SP).
Crédito:Alf Ribeiro Vencedoras da 10ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA
Poucos dias após o Dia Internacional da Mulher, o evento reconhece o trabalho de mulheres jornalistas em diversas categorias – Âncora de Telejornal, Repórter de Telejornal, Comentarista/Colunista de TV, Repórter de Jornal, Repórter de Revista, Colunista de Jornalismo Impresso, Repórter Fotográfica de Jornal ou Revista, Âncora de Rádio, Repórter de Rádio, Comentarista/Colunista de Rádio, Repórter de Site de Notícias, Jornalista de Mídias Sociais, Assessora de Imprensa Corporativa, Assessora de Imprensa Agência, Diretora de Redação. Além disso, há os prêmios de Contribuição ao Jornalismo e a nova categoria Personalidade do Ano, que homenageia mulheres de destaque no mercado, em qualquer área de atuação.

Antes de iniciar a entrega dos troféus, premiadas e convidados ressaltaram a importância de um evento que evidencie o trabalho dessas jornalistas. Milton Jung, da rádio CBN e apresentador do prêmio, disse que as mulheres estão dominando as redações com muita competência e que isso é resultado do esforço delas em terem uma formação ampla e, muitas vezes, maior que dos colegas do sexo masculino.
Para Eduardo Ribeiro, do Jornalistas & Cia e jurado do prêmio, “o avanço da mulher no mercado chegou para ficar. Em assessoria esse número representa 75%".

O reflexo dessa presença feminina no jornalismo também foi destacada por Eduardo Barão, da BandNews FM. "As mulheres estão invadindo as redações das rádios. Isso mostra que o veículo deixou de ser exclusivamente masculino. Até porque, queremos esta fatia de ouvintes e, cada vez mais, temos mulheres ligadas ao rádio no caminho do trabalho ou em outros situações”, ressaltou.
A festa A premiação começou com um discurso de Sinval de Itacarambi Leão, diretor responsável e fundador de IMPRENSA, que ressaltou a décima edição ininterrupta do Troféu Mulher IMPRENSA. Para o jornalista, isso reflete a ascensão feminina na profissão e a importância de premiá-las por seus trabalhos.

No entanto, apesar dessa conquista, Itacarambi Leão lembrou que com o avanço da mulher no jornalismo também aumentou o risco de agressões a essas profissionais durante as coberturas, especialmente as das manifestações em todo o Brasil, onde diversas delas foram alvos da polícia e manifestantes.

Das 16 premiadas da noite, somente duas estavam ausentes. Cláudia Trevisan, de O Estado de São Paulo , que reside nos Estados Unidos, onde é correspondente; e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo e BandNews FM, que estava no Chile como enviada especial para a posse da presidente Michelle Bachelet.

As primeiras a receberem o troféu foram Renata Coltro, da Unilever, vencedora da categoria Assessora de Imprensa Corporativa; e Kiki Moretti, da In Press Porter Novelli, ganhadora como Assessora de Imprensa Agência.

Na sequência, Maria Inês Nassif, do jornal GGN , subiu ao palco para ser celebrada pela conquista na categoria repórter de site de notícias. Com mais de 40 anos de carreira, lembrou que sua luta contra a ditadura caminhou junto a da defesa do espaço para mulheres nas redações. Ela espera que no futuro não precisemos de prêmios de jornalismo para as mulheres, pois tem fé de que a questão de gênero será resolvida e profissionais da área não serão distinguidos pelo sexo.

Eliane Brum, do El País Brasil , vencedora como jornalista de redes sociais, destacou que o resultado é fruto da troca com seus leitores e que isso mostra que continua aprendendo, bem como está trilhando o caminho certo.

Ganhadora pela terceira vez na categoria Âncora de rádio, Tatiana Vasconcelos, da BandNews FM, leu um relato emocionado de uma ouvinte que ressaltou como seu trabalho a incentivou a seguir seus sonhos. Para ela, feedbacks deste tipo mostram a importância de seu trabalho e como isso a incentiva a continuar neste caminho, mesmo com todas as dificuldades da profissão.

Michelle Trombelli, da BandNews, agraciada pela segunda vez como Repórter de Rádio, destacou a importância da família para que pudesse alcançar sucesso na carreira. Daniela Pinheiro, da Piauí , que conquistou o troféu como Repórter de Revista, levou seu filho de cinco anos à festa para que ele pudesse ver o resultado de sua ausência enquanto trabalha. Para ela, o apoio da família é fundamental para que possa ter bons resultados no campo profissional.

A aniversariante da noite, Annalarice Almeida, subiu ao palco para receber o prêmio como Repórter Fotográfica. Ela destacou o sabor especial desta conquista, uma vez que em sua área o preconceito foi uma barreira a ser quebrada.

Sandra Annenberg, da Rede Globo, venceu a categoria Âncora de Telejornal. Emocionada, especialmente por ter participado da edição especial do “Jornal Nacional” apresentado apenas por mulheres no dia 8 de março, disse que a notícia que mais gostaria de dar é sobre o fim da luta de gêneros, de forma que o Dia Internacional da Mulher não fosse tão importante para lembrar o quanto ainda precisa ser conquistado.

Já Rosane Marchetti, da RBS TV, ganhadora como Repórter de Telejornal, disse que a conquista do prêmio ressalta como foi importante seguir na carreira, apesar das dificuldades, como o câncer que venceu há pouco tempo.

Vencedora da categoria Comentarista/Colunista de TV, Miriam Leitão, da GloboNews e Rede Globo, emocionou a plateia ao lembrar como tão poucos jornalistas negros ainda são parte das redações do País. Além disso, destacou a trajetória dela e suas irmãs em sair do interior para conquistar o mundo, sempre acreditando que podiam ter o mesmo que qualquer pessoas, sejam homens ou mulheres.

Sheila Magalhães, da BandNews FM, levou o troféu como Diretora de Redação. Ela destacou seu papel como administradora de pessoas e talentos e como isso é importante para que os profissionais possam ascender em suas carreiras.
Homenageadas O final da premiação foi coroado com as homenagens a Cláudia Vassallo, da Editora Abril, que recebeu o Troféu Mulher IMPRENSA por sua Contribuição ao Jornalista; e a Maria das Graças da Silva Foster, da Petrobras, eleita a Personalidade do Ano.

Cláudia destacou a importância dos homens de sua vida para que chegasse tão longe na carreira. Lembrou o pai, seu marido e o empresário Roberto Civita. Para ela, sem o apoio e o incentivo deles seria impossível ter ido tão longe.

Graça Foster disse estar emocionada com o prêmio. Ressaltou que ao longo da carreira não teve tempo para perceber o preconceito por ser mulher num espaço exclusivamente masculino, uma vez que há somente 15% de mulheres atuando na Petrobras. Entretanto, destacou a importância do trabalho das mulheres jornalistas e disse que seu trabalho dependia diretamente da cobertura e das notícias divulgadas por estas profissionais.

Ao fim da premiação, todas as vencedoras subiram ao palco para uma foto coletiva. O brilho do sorriso delas mostra o quanto reconhecer o trabalho que fazem é tão importante.