Polícia do RJ conclui inquérito sobre morte de cinegrafista da TV Bandeirantes

O delegado Maurício Luciano Almeida, titular da 17ª DP, confirmou na manhã desta sexta-feira (14/2) que o inquérito sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade será entregue nesta tarde ao Ministério Público.

Atualizado em 14/02/2014 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Segundo ele, as contradições no depoimento de Caio Silva de Souza e Fabio Raposo, além de perícias inconclusivas sobre a fabricação do explosivo que atingiu Andrade, não devem atrasar a conclusão do caso.
Segundo O Globo , os dois suspeitos de terem acionado o rojão que matou o cinegrafista da Band durante um protesto no Rio de Janeiro na última semana serão denunciados por homicídio doloso qualificado com dolo eventual e crime de explosão. Junto com o relatório, a Polícia encaminha laudos do esquadrão anti-bombas sobre o artefato, laudo cadavérico do cinegrafista, perícia de local além de depoimentos de testemunhas.
Na última quinta-feira, Caio declarou que quem acendeu a bomba que matou Andrade foi o tatuador Fábio Raposo, já preso. Em entrevista à Rede Globo no dia anterior, porém, Caio admitiu ter sido ele o responsável pelo acionamento do rojão.
De acordo com o delegado Maurício Luciano, essa nova informação não muda a conclusão do inquérito. Segundo ele, não importa quem acendeu o explosivo: tanto Fábio como Caio serão indiciados. Além disso, a informação de que jovens serão aliciados para participar de protestos violentos será apurada em uma investigação paralela, permitindo então a conclusão deste inquérito.
Origem do artefato
O delegado Almeida disse, na última quinta-feira (13/2), que o Esquadrão Antibombas da Polícia Civil confirmou que a bomba que atingiu o cinegrafista é um artefato industrializado, que foi comprado em loja e não sofreu manipulação ou adulteração. Na última quarta (12/2), porém, o pesquisador da UFRJ, Moacyr Duarte, apresentou uma análise diferente, que indicavam que o rojão foi produzido artesanalmente.
"É possível que esses artefatos sejam produzidos a partir da desmontagem de outros comercializados. É preciso conhecer a estrutura para pode montar algo do tipo. Desafio qualquer pessoa achar algo assim em algum estabelecimento que venda esse material" opinou o pesquisador ao jornal O Globo .
Fiscais do Procon-RJ autuaram cinco lojas de fogos de artifício no Rio de Janeiro por irregularidades na venda de rojões, morteiros e outros produtos. A ação, batizada de "Fire Fox", visitou seis lojas e foi motivada pela morte do cinegrafista. As multas ainda serão calculadas.