Ministro defende igualdade tributária a empresas estrangeiras de internet
Na última quarta-feira (12/2), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu a isonomia tributária entre as empresas estrangeiras detecnologia que atuam na internet, como Google, Facebook e Apple, além de servidores nacionais.
Atualizado em 13/02/2014 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Agência Brasil Paulo Bernardo quer isonomia tributária de empresas de tecnologia
Segundo o blog Link, do jornal O Estado de S. Paulo , o político disse que servidores da rede são pagos pelos serviços prestados com publicidade por meio de cartões internacionais, o que não possibilita visibilidade na documentação de filiais brasileiras, fazendo com que elas paguem menos impostos no país.
De acordo com ele, o Brasil virou “um paraíso fiscal para os sites internacionais.” Há um desequilíbrio do mercado.Temos que ter tratamento tributário igual”, enfatizou. Ele citou o caso do Google que recebeu cerca de R$$ 3,5 bilhões em publicidade em 2013, perdendo apenas para as organizações Globo.
Também estão no alvo do governo os serviços de exibição de filme ofertados pela internet, como a Netflix. De acordo com uma fonte do governo, que preferiu não se identificar, o Fisco avalia alterações na tributação para fechar aberturas na legislação que levariam à evasão fiscal e prejudicando a concorrência com empresas brasileiras.
Paulo Bernardo afirmou que é preciso maior transparência na atuação das companhias estrangeiras no Brasil. “É lícito discutir redução da carga tributária. Já fizemos outras desonerações, mas precisamos de transparência”, defendeu ele. “Do jeito que está não dá”, acrescentou.





