Jornalistas são ameaçados na Nicaraguá após morte de líder crioulo

O diretor da Rádio La Costeñísima, Sergio León, e o jornalista Carlos Eddy Monterrey estão recebendo ameaças de líderes da Frente Sandinista

Atualizado em 30/12/2019 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

, após a morte de Denrey Hodgson, renomado militante no sul do Caribe na Nicaraguá.

Hodgson foi morto a tiros na noite de sexta-feira (27/12), em frente a sua casa, por dois homens em uma moto. Um dos assassinos foi preso e identificado como Josué Javier Artola González, 35 anos.

Crédito:Reprodução Segundo León, ao confirmar a informação do crime contra Hodgson, eles o publicaram nas redes sociais da rádio e, imediatamente, foram acusados pelo delegado regional do Ministério do Interior de Bluefields, Wilfredo Jarquín Jarquin, de tê-lo provocado.

“Sergio León, acho que deveria pôr a barba de molho. Isso é o que você causou com suas mensagens no rádio através de seus jornalistas e Eddy Monterrey, que apenas promove ódio e violência nas famílias”, escreveu Jarquin, em sua página no Facebook.

“Nós, como jornalistas, nós, como meio de comunicação, divulgamos informações sobre eventos que ocorrem. Não somos assassinos, não somos criminosos, trabalhamos para a comunidade, divulgamos notícias, notícias verificadas, eventos que ocorrem não apenas nesta região, mas eventos que ocorrem nacional e internacionalmente”, disse León.

A Organização de Jornalistas Independentes e Comunicadores da Nicarágua (PCIN) condenou as ameaças e disse que os jornalistas estavam exercendo o direito à liberdade de imprensa.