Jornalista brasileira relata "novo" olhar sobre a Índia no livro “Karmatopia”
Obra reúne entrevistas com personagens inusitados
Atualizado em 03/10/2014 às 15:10, por
Alana Rodrigues*.
Com o objetivo de encontrar um novo sentido para a vida e buscar espiritualidade, a jornalista Karla Monteiro decidiu largar tudo e viajar pela Índia. O resultado da experiência está no livro “Karmatopia”. “Eu coloquei esse nome porque acho que a Índia se transformou em uma grande utopia para o ocidente”, explica.
Crédito:Divulgação Karla Monteiro passou 195 dias na Índia em busca de boas histórias
Karla, que foi repórter das revistas Veja , da eletrônica NO., dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo, e atuou como editora da Vogue Homem e TPM, relata que já tinha vontade de escrever sobre suas descobertas quando foi pela primeira vez ao país em 2005, mesmo ano em que descobriu sua outra paixão: o yoga.
Quando retornou ao Brasil, ficou cinco anos em O Globo e apresentou a ideia de produzir o livro para para a Editora Civilização Brasileira, da Record. A proposta foi aceita e Karla percorreu mais de 10 mil quilômetros da Índia em 195 dias. "Eu estava cansada de deadline, fechamento, da vida insana de redação. Então, resolvi largar o jornalismo e voltar para Índia", explica.
Crédito:Arquivo pessoal Imagem de rio indiano clicada pela jornalista
Sem roteiros e preocupação com o que iria encontrar, Karla Monteiro relata as aventuras que viveu no país e os personagens que encontrou por lá, como o hippie Bobby Mescalina e a mulher inglesa que teria passado 14 anos sem dormir no Himalaia.
A repórter também frequentou ashrams, clínicas de desintoxicação, participou de um casamento tradicional e acompanhou rituais de despedida dos mortos. "Meu objetivo era descobrir um pouco esse mundo de "espiritualidade". Não fiz roteiro, não marquei entrevistas. Conversava com as pessoas que encontrava no meu caminho", diz.
Em "Karmatopia", a jornalista também narra um episódio de purificação, um dos objetivos conquistados. "Tudo aquilo havia funcionado como uma injeção de disposição, de energia, de frescor, uma verdadeira sensação de limpeza, como se eu tivesse sido colocada numa máquina de lavar que me virou várias vezes do avesso", diz um trecho da obra.
Crédito:Arquivo pessoal Autora conversou aleatoriamente com o povo indiano
Karla pontua que a experiência mudou seu modo de fazer jornalismo, ao refletir sobre questões sobre imparcialidade e objetividade. "A profissão é composta por pessoas que têm olhares diferentes. No livro, eu mostro o meu jeito de enxergar o mundo, meu humor, minha história. E procuro trazer isso para as reportagens que eu faço", conclui.
Serviço:
Autor: Karla Monteiro Gênero: Reportagem Editora: Civilização Brasileira Preço: 28,00 (Editora) Disponível em .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Crédito:Divulgação Karla Monteiro passou 195 dias na Índia em busca de boas histórias
Karla, que foi repórter das revistas Veja , da eletrônica NO., dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo, e atuou como editora da Vogue Homem e TPM, relata que já tinha vontade de escrever sobre suas descobertas quando foi pela primeira vez ao país em 2005, mesmo ano em que descobriu sua outra paixão: o yoga.
Quando retornou ao Brasil, ficou cinco anos em O Globo e apresentou a ideia de produzir o livro para para a Editora Civilização Brasileira, da Record. A proposta foi aceita e Karla percorreu mais de 10 mil quilômetros da Índia em 195 dias. "Eu estava cansada de deadline, fechamento, da vida insana de redação. Então, resolvi largar o jornalismo e voltar para Índia", explica.
Crédito:Arquivo pessoal Imagem de rio indiano clicada pela jornalista
Sem roteiros e preocupação com o que iria encontrar, Karla Monteiro relata as aventuras que viveu no país e os personagens que encontrou por lá, como o hippie Bobby Mescalina e a mulher inglesa que teria passado 14 anos sem dormir no Himalaia.
A repórter também frequentou ashrams, clínicas de desintoxicação, participou de um casamento tradicional e acompanhou rituais de despedida dos mortos. "Meu objetivo era descobrir um pouco esse mundo de "espiritualidade". Não fiz roteiro, não marquei entrevistas. Conversava com as pessoas que encontrava no meu caminho", diz.
Em "Karmatopia", a jornalista também narra um episódio de purificação, um dos objetivos conquistados. "Tudo aquilo havia funcionado como uma injeção de disposição, de energia, de frescor, uma verdadeira sensação de limpeza, como se eu tivesse sido colocada numa máquina de lavar que me virou várias vezes do avesso", diz um trecho da obra.
Crédito:Arquivo pessoal Autora conversou aleatoriamente com o povo indiano
Karla pontua que a experiência mudou seu modo de fazer jornalismo, ao refletir sobre questões sobre imparcialidade e objetividade. "A profissão é composta por pessoas que têm olhares diferentes. No livro, eu mostro o meu jeito de enxergar o mundo, meu humor, minha história. E procuro trazer isso para as reportagens que eu faço", conclui.
Serviço:
Autor: Karla Monteiro Gênero: Reportagem Editora: Civilização Brasileira Preço: 28,00 (Editora) Disponível em .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.





