Irã bloqueia acesso a sites estrangeiros

Um dia antes da realização de homenagens aos mortos durante as manifestações de novembro, convocadas pelas redes sociais, as autoridades iranianas bloquearam o acesso a sites estrangeiros em diversas províncias.

Atualizado em 26/12/2019 às 11:12, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reuters

A Anistia Internacional apontou mais de 300 mortos e 500 detidos nos protestos realizados em novembro contra o aumento da gasolina. Já a agência Reuteurs informou que o número de manifestantes mortos nos protestos chegava a 1.500. O governo do Irã nega.

Segundo a agência de notícias semioficial ILNA, o acesso à internet foi limitado principalmente nas províncias de Alborz (norte), Kordestan (oeste), Fars e Zanjan (norte), podendo se estender a outras regiões. Em novembro, o Irã bloqueou a internet por uma semana para tentar diminuir os protestos.

Correspondentes da agência AFP em Teerã relataram interrupções na internet nesta quarta-feira (25/12) e o NetBlocks, que monitora o acesso gratuito à internet, também mencionou limitações. “Evidências de interrupção da internet móvel em partes do Irã desde o início da manhã”, escreveu a ONG em sua conta no Twitter.

O Ministério da Tecnologia da Informação e Comunicações do Irã negou que tenha recebido ordens para limitar o acesso à internet em todo o país em 26 de dezembro, segundo a agência de notícias iraniana ISNA.