Expectativa é que agressores de jornalistas que cobriam tragédia em SP sejam identificados e punidos
O caso das agressões contra o repórter fotográfico Tiago Queiroz e a jornalista Renata Cafardo, ambos do jornal O Estado de S. Paulo, já foiremetido pelo governo federal ao Observatório da Violência contra Jornalistas, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Atualizado em 22/02/2023 às 14:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A expectativa é que os agressores sejam identificados e punidos. O próprio ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou o envio do caso à apreciação do Observatório, que é coordenado pelo secretário nacional de Justiça, o advogado Augusto de Arruda Botelho.
Já o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, criticou a agressão aos jornalistas lembrando nas redes sociais que uma "imprensa livre é pilar fundamental da nossa democracia”.
Tiago e Renata foram agredidos por moradores do condomínio de luxo Vila de Anoman, que fica na praia de Maresias, na terça-feira (21 fev/23), quando cobriam a tragédia causada pela chuva no litoral norte de São Paulo. O valor dos imóveis no local é estimado em R$ 3,5 milhões.
Aos gritos de “comunistas” e “esquerdistas”, ambos foram atacados verbal e fisicamente. Um dos agressores obrigou Tiago a apagar arquivos de imagens de sua máquina. Felizmente as fotos estavam em outro cartão de memória e foram preservadas. Já Renata foi empurrada e chegou a cair em uma poça de água. O mesmo agressor tentou roubar o celular da jornalista. Crédito: Reprodução Estadão/Tiago Queiroz A entrada dos jornalistas foi autorizada por um funcionário do condomínio e por outros moradores. Os ataques só pararam quando os agressores foram contidos por outros moradores.
Repúdio
Entidades repudiaram as agressões aos jornalistas do Estadão. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) exortou as autoridades a identificar e responsabilizar os agressores. Já o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirmaram em nota conjunta que os profissionais de imprensa devem realizar a cobertura da tragédia "sem o receio de serem atacados de maneira covarde".
Nesta quarta-feira, o governo Lula criou um grupo de trabalho para “apresentar estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo”. A equipe conta com representantes do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e da sociedade civil e é liderada pela ex-deputada federal Manuela d’Ávila. o grupo conta ainda com pesquisadores e influenciadores digitais incluindo Felipe Neto.





