Exército e TSE se unem contra o mercado de notícias falsas

Com potencial de influenciar as eleições, as fake news estão na mira de órgãos oficiais. Segundo informações da Agência Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Defesa criaram um grupo de trabalho para analisar o combate a crimes cibernéticos, no qual o Exército poderá atuar no monitoramento dos boatos e notícias falsas disseminadas nas redes sociais.

Atualizado em 27/10/2017 às 10:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Crédito:Divulgação O assunto foi tema de reunião entre o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, e os ministros da Defesa, Raul Jungmann; do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen; e da Justiça, Torquato Jardim na quarta-feira (25).
“Creio que avançamos bem na questão do acompanhamento pela internet, de problemas de fake news”, disse Gilmar Mendes após o encontro. “Precisamos realmente acompanhar essa nova realidade, que teve repercussão em várias eleições”, acrescentou o ministro, que citou como exemplo o escândalo nas últimas eleições presidenciais da França que ficou conhecido como Macron Leaks.
Mendes informou que deve se reunir com juízes responsáveis por analisar questões ligadas à propaganda eleitoral para discutir o mercado das notícias falsas. Segundo ele, a Justiça Eleitoral deve baixar resoluções que disciplinem o tema para o pleito de 2018.
No início do mês o Congresso aprovou uma alteração na lei eleitoral (9.504/97), a emenda de autoria do deputado Aureo (SD/RJ), permitiria a qualquer usuário obter a suspensão de conteúdo "de discurso de ódio, disseminação de informações falsas ou ofensa em desfavor de partido ou candidato" sem a necessidade de ordem judicial.
Após ampla repercussão negativa e ser apontada por entidades da sociedade civil como censura, o presidente Michel Temer decidiu vetar o artigo.
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