Direita desistiu de lutar contra o Brasil no Oscar
Tentativa frustrada de boicote ao filme “Ainda Estou aqui” não se repetiu com “O Agente Secreto”, que chegou a Netflix
Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, Kleber Mendonça Filho grava na universidade cena do tubarão para “O Agente Secreto” (UFPE/ Divulgação)
Por Pedro Venceslau
A extrema direita brasileira deu um tiro no pé em 2025 quando deflagrou um movimento de boicote ao longa “Ainda Estou Aqui”.
Além de projetar ainda mais o filme, o movimento passou uma mensagem de sectarismo que ridicularizou o bolsonarismo raiz diante do grande público.
Ninguém levou a sério as fake news sobre o uso da Lei Rouanet. Afinal, Fernanda Torres e cia eram o Brasil no Oscar.
Os bolsonaristas ficaram especialmente irritados quando a equipe do filme confraternizou com Lula, que foi tratado como o presidente que tirou o audiovisual do pântano.
Em 2026, os bolsonaristas que gritaram no ano passado estão em silêncio.
Há um cálculo político, já que agora o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, vestiu o figurino moderado para furar a bolha radical.
Obviamente, ele não vai celebrar um filme sobre a ditadura que seu pai enaltece, mas também não vai às redes reverberar contra o filme.
O núcleo “ideológico” do bolsonarismo torce em silêncio contra Wagner Moura e cia, mas sabe que a vitória já foi conquistada com as indicações.
E nem adianta reclamar, porque o time de Kleber Mendonça vai subir a rampa do Palácio do Planalto com ou sem estatueta. ◼

*Pedro Venceslau foi diretor de redação de IMPRENSA
e, hoje, é analista da CNN Brasil.





