Cartunista Paulo Caruso lança caderno de viagem com desenhos da Copa de 1994
“Desenhando longe: Caderno de Viagem, EUA Copa 94” tem lançamento marcado para o dia 11 de novembro.
Atualizado em 04/11/2014 às 16:11, por
Lucas Carvalho*.
Em 1994, o jornal O Estado de S. Paulo convidou o cartunista Paulo Caruso para cobrir com suas charges a Copa do Mundo de Futebol nos EUA, quando a Seleção Brasileira se tornou campeã mundial pela quarta vez. Durante a viagem, o desenhista manteve uma espécie de “diário de bordo” com textos, anotações e caricaturas espontâneas sobre situações inusitadas da “aventura”. Esse registro compõe o livro “Desenhando longe: Caderno de Viagem, EUA Copa 94”, lançado em novembro pela Imprensa Oficial do Governo do Estado de São Paulo.
Crédito:Divulgação Paulo Caruso relembra cobertura da Copa de 94 em novo livro
Os cadernos mantidos por Caruso continham telefones, endereços de sucursais e um índice de conexões para recorrer “em caso de emergência”. A ansiedade de cobrir, pela primeira vez, uma Copa do Mundo como enviado de um jornal fez com que as páginas se enchessem rapidamente.
“Eu fui morrendo de medo, porque fui sozinho!”, diz o cartunista. “O Mário Prata e o Matthew Shirts [colunistas do Estadão na época] não estavam comigo, já tinham ido antes. Arrumei um caderno com o telefone de todo mundo, onde eu ia passar, tudo. Não sabia se eu ia chegar no aeroporto, ninguém ia me buscar e eu ia ter que voltar como mala...sem alça”, brinca.
Caruso lembra-se dos primeiros traços desenhados ainda no avião a caminho dos EUA, sentado ao lado de um turista húngaro chamado Nicolau Suzberg, com quem conversou por boa parte do trajeto. “Ele me contou histórias muito divertidas de turista perdido. Então eu comecei a fazer caricaturas dele e das pessoas e me diverti com isso”, continua o cartunista.
O hábito de manter esses diários continuou acompanhando-o por outras coberturas. A Copa de 2014 no Brasil também ganha atenção no livro, com uma charge sobre a concentração de torcedores na Vila Madalena, bairro boêmio de São Paulo (SP). “Foi uma grande festa e celebração até a hora em que nós perdemos por 7 a 1, né?”, comenta bem-humorado. Crédito:Divulgação Obra traz caderno de viagem do cartunista
“A casa da minha mãe, onde hoje é o Boteco São Bento, foi onde teve aquela confusão no qual os caras tiveram que chamar a polícia para dispersar as pessoas com canhão de água. Foi no bairro que era a minha casa. Ficou a sensação de que, por mais que eu tenha viajado, a Copa do Mundo veio parar na casa de mamãe”, brinca, sem esconder a risada.
O cartunista relembra situações curiosas durante as viagens pelo território norte-americano acompanhando os jogos da Copa que renderam páginas em seu caderno. Em uma delas, ele conta, estava sentado no final do corredor em um voo, logo em frente ao banheiro da cabine. “De repente, todo o avião passou por mim, porque todo mundo queria ir ao banheiro”, explica, divertindo-se com a lembrança.
“Eu ficava desenhando cada um que passava por mim e fazendo comentários. Foi um grande conto meu comigo mesmo”, diz. “Foi uma revelação para mim, descobrir a capacidade que eu tinha de viver aquilo que eu estava vivendo através dos meus desenhos. E, quando você volta, esse registro te ajuda a viajar de novo. Você fica com a lembrança afetiva e emocionada do momento que passou.”
Caruso afirma que este é o primeiro volume de uma série de cadernos de viagem que ele pretende publicar no futuro. O lançamento oficial acontece no próximo dia 11 de novembro, na Livraria da Vila, em São Paulo (SP). “A ideia é convidar o leitor a viajar comigo por essa ‘expedição’”, finaliza o cartunista.
Confira algumas imagens:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Divulgação Paulo Caruso relembra cobertura da Copa de 94 em novo livro
Os cadernos mantidos por Caruso continham telefones, endereços de sucursais e um índice de conexões para recorrer “em caso de emergência”. A ansiedade de cobrir, pela primeira vez, uma Copa do Mundo como enviado de um jornal fez com que as páginas se enchessem rapidamente.
“Eu fui morrendo de medo, porque fui sozinho!”, diz o cartunista. “O Mário Prata e o Matthew Shirts [colunistas do Estadão na época] não estavam comigo, já tinham ido antes. Arrumei um caderno com o telefone de todo mundo, onde eu ia passar, tudo. Não sabia se eu ia chegar no aeroporto, ninguém ia me buscar e eu ia ter que voltar como mala...sem alça”, brinca.
Caruso lembra-se dos primeiros traços desenhados ainda no avião a caminho dos EUA, sentado ao lado de um turista húngaro chamado Nicolau Suzberg, com quem conversou por boa parte do trajeto. “Ele me contou histórias muito divertidas de turista perdido. Então eu comecei a fazer caricaturas dele e das pessoas e me diverti com isso”, continua o cartunista.
O hábito de manter esses diários continuou acompanhando-o por outras coberturas. A Copa de 2014 no Brasil também ganha atenção no livro, com uma charge sobre a concentração de torcedores na Vila Madalena, bairro boêmio de São Paulo (SP). “Foi uma grande festa e celebração até a hora em que nós perdemos por 7 a 1, né?”, comenta bem-humorado. Crédito:Divulgação Obra traz caderno de viagem do cartunista
“A casa da minha mãe, onde hoje é o Boteco São Bento, foi onde teve aquela confusão no qual os caras tiveram que chamar a polícia para dispersar as pessoas com canhão de água. Foi no bairro que era a minha casa. Ficou a sensação de que, por mais que eu tenha viajado, a Copa do Mundo veio parar na casa de mamãe”, brinca, sem esconder a risada.
O cartunista relembra situações curiosas durante as viagens pelo território norte-americano acompanhando os jogos da Copa que renderam páginas em seu caderno. Em uma delas, ele conta, estava sentado no final do corredor em um voo, logo em frente ao banheiro da cabine. “De repente, todo o avião passou por mim, porque todo mundo queria ir ao banheiro”, explica, divertindo-se com a lembrança.
“Eu ficava desenhando cada um que passava por mim e fazendo comentários. Foi um grande conto meu comigo mesmo”, diz. “Foi uma revelação para mim, descobrir a capacidade que eu tinha de viver aquilo que eu estava vivendo através dos meus desenhos. E, quando você volta, esse registro te ajuda a viajar de novo. Você fica com a lembrança afetiva e emocionada do momento que passou.”
Caruso afirma que este é o primeiro volume de uma série de cadernos de viagem que ele pretende publicar no futuro. O lançamento oficial acontece no próximo dia 11 de novembro, na Livraria da Vila, em São Paulo (SP). “A ideia é convidar o leitor a viajar comigo por essa ‘expedição’”, finaliza o cartunista.
Confira algumas imagens:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





