Almirante assume a Secom e aprofunda militarização da comunicação federal

Redação Portal IMPRENSA | 11/03/2021 16:32

Em decisão publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro exonerou o empresário Fábio Wajngarten da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). 

Em seu lugar foi nomeado o almirante Flávio Rocha, atual chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

A imprensa noticiou que o ministro das comunicações, Fábio Faria, tem bom relacionamento com o almirante Rocha, tendo sido o provável protagonista de sua ida à Secom.

Crédito:Tamna Waqued/Reprodução CNN
Almirante Rocha assumiu Secom com saída de Wajngarten: boa relação com ministro das comunicações
Seja como for, a saída de um civil e a chegada do almirante ao comando da Secom mostram o aprofundamento do processo de militarização do governo federal e de sua comunicação.

Mesmo sem considerar postos no alto escalão, a presença de militares da ativa no governo, em julho, somava mais de 2.500 cargos comissionados em 18 órgãos. Hoje, dos 21 ministros de Bolsonaro, nove são das Forças Armadas.

EBC

Em novembro o coletivo Fiquem Sabendo divulgou pesquisa feita com base n Lei de Acesso à Informação (LAI), mostrando o salário de sete militares da reserva que, mesmo sem especialização na área, ocupavam postos de comando na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). 

De acordo com os dados revelados, seus salários na estatal somavam R$ 146 mil por mês. Para funcionários da EBC, os militares são o braço do governo dentro da empresa, ocupando cargos de direção e definindo as diretrizes editoriais.

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