Como parte das comemorações de seus 30 anos, IMPRENSA divulgará trabalhos de faculdade que tiveram a revista como tema.
Um deles foi a monografia "A imagem dos jornalistas na revista IMPRENSA: Leitura das capas e das entrevistas”.
Escrito pela jornalista Maria Evana Ribeiro, o trabalho visou observar como a revista IMPRENSA construiu a imagem dos jornalistas ao longo de suas edições. À IMPRENSA, a autora contou o que motivou a produção e quais foram as considerações finais. Confira a entrevista:
Crédito:Celso Wichinieski A jornalista Maria Evana Ribeiro IMPRENSA - Em que ano o TCC foi feito? A confecção do TCC foi durante o ano de 2009, nesta época eu era bolsista de iniciação científica e também me dedicava às pesquisas, sob a orientação do professor Antonio Fausto Neto, grande estudioso do discurso jornalístico. A pesquisa era denominada "Mutações nos processos de Noticiabilidade: Novas Estratégias de enunciação do Discurso Jornalístico".
Antes da escolha do tema, você já acompanhava a cobertura feita por IMPRENSA? O corpo docente das disciplinas de jornalismo da Unisinos já havia nos apresentado a Revista IMPRENSA como fonte de pesquisa sobre a carreira, lá no começo do curso, mas foi o professor Fausto que me aprimorou na análise do discurso levando em conta o processo de autorreferencialidade dentro do discurso jornalístico, como uma das vertentes da pesquisa, tal que estava focado nas edições da Revista IMPRENSA que comecei a estudar. Daí saiu o artigo "A autorreferencialidade dos jornalistas: As entrevistas da Revista Imprensa (artigo que foi apresentado na Mostra de Iniciação Científica da Universidade Feevale em 2007).
Qual foi a motivação para a escolha do tema? Neste processo de buscar o discurso jornalístico na revista, verificou-se a possibilidade de uma pesquisa mais ampla, pois havia muito material a ser verificado. Dessa forma, eu fui apreciando e devorando as entrevistas, pois havia um mundo glorioso, um rol de astros e heróis que vinham sendo emplacados, os jornalistas.
De maneira geral, quais foram as principais considerações/descobertas apontadas pelo TCC?
Então, de maneira geral, as considerações concluídas ao final do TCC baseiam-se que, nas entrevistas, eles vivem em prol de seu universo, que é recheado de astros luminosos, glamorous, com belas e cativantes histórias, que os mantém na linha de frente de suas audiências, pois assim são retratados.
É esse retrato que a maioria dos estudantes de jornalismo buscam para si - um jornalismo heroico e luxuoso, cheio de audiência que possa transformá-los em verdadeiros olimpianos. Num sentido mais amplo, a profissão perpassa o realismo das mazelas, é uma atividade heroica.
Outras considerações encontradas: A revista também delineia alguns padrões de comportamento que são apontados por palavras como: alienado, debochado, vítima, taxativo, anarquista, reivindicador, rebelde etc. Todas estas maneiras de retratações acabam por dar mais crédito e mais visibilidade aos mediadores da notícia. Meu trabalho não atrela nenhum tipo de valor ou crítica ao formato do discurso da revista, e sim aponta as formas mais intencionais do discurso. Jamais pensei em criticar tais discurso, pois a pesquisa trata-se de uma pequena análise quantitativa e reflexão, que poderá também ser qualitativa, de acordo com o método.
Um deles foi a monografia "A imagem dos jornalistas na revista IMPRENSA: Leitura das capas e das entrevistas”.
Escrito pela jornalista Maria Evana Ribeiro, o trabalho visou observar como a revista IMPRENSA construiu a imagem dos jornalistas ao longo de suas edições. À IMPRENSA, a autora contou o que motivou a produção e quais foram as considerações finais. Confira a entrevista:
Crédito:Celso Wichinieski A jornalista Maria Evana Ribeiro IMPRENSA - Em que ano o TCC foi feito? A confecção do TCC foi durante o ano de 2009, nesta época eu era bolsista de iniciação científica e também me dedicava às pesquisas, sob a orientação do professor Antonio Fausto Neto, grande estudioso do discurso jornalístico. A pesquisa era denominada "Mutações nos processos de Noticiabilidade: Novas Estratégias de enunciação do Discurso Jornalístico".
Antes da escolha do tema, você já acompanhava a cobertura feita por IMPRENSA? O corpo docente das disciplinas de jornalismo da Unisinos já havia nos apresentado a Revista IMPRENSA como fonte de pesquisa sobre a carreira, lá no começo do curso, mas foi o professor Fausto que me aprimorou na análise do discurso levando em conta o processo de autorreferencialidade dentro do discurso jornalístico, como uma das vertentes da pesquisa, tal que estava focado nas edições da Revista IMPRENSA que comecei a estudar. Daí saiu o artigo "A autorreferencialidade dos jornalistas: As entrevistas da Revista Imprensa (artigo que foi apresentado na Mostra de Iniciação Científica da Universidade Feevale em 2007).
Qual foi a motivação para a escolha do tema? Neste processo de buscar o discurso jornalístico na revista, verificou-se a possibilidade de uma pesquisa mais ampla, pois havia muito material a ser verificado. Dessa forma, eu fui apreciando e devorando as entrevistas, pois havia um mundo glorioso, um rol de astros e heróis que vinham sendo emplacados, os jornalistas.
De maneira geral, quais foram as principais considerações/descobertas apontadas pelo TCC?
Então, de maneira geral, as considerações concluídas ao final do TCC baseiam-se que, nas entrevistas, eles vivem em prol de seu universo, que é recheado de astros luminosos, glamorous, com belas e cativantes histórias, que os mantém na linha de frente de suas audiências, pois assim são retratados.
É esse retrato que a maioria dos estudantes de jornalismo buscam para si - um jornalismo heroico e luxuoso, cheio de audiência que possa transformá-los em verdadeiros olimpianos. Num sentido mais amplo, a profissão perpassa o realismo das mazelas, é uma atividade heroica.
Outras considerações encontradas: A revista também delineia alguns padrões de comportamento que são apontados por palavras como: alienado, debochado, vítima, taxativo, anarquista, reivindicador, rebelde etc. Todas estas maneiras de retratações acabam por dar mais crédito e mais visibilidade aos mediadores da notícia. Meu trabalho não atrela nenhum tipo de valor ou crítica ao formato do discurso da revista, e sim aponta as formas mais intencionais do discurso. Jamais pensei em criticar tais discurso, pois a pesquisa trata-se de uma pequena análise quantitativa e reflexão, que poderá também ser qualitativa, de acordo com o método.

