ABI: Associação homenageia o maior nome do teatro brasileiro
ABI: Associação homenageia o maior nome do teatro brasileiro
ABI: Associação homenageia o maior nome do teatro brasileiro A Associação Brasileira de Imprensa vai encerrar o ano de 2006 promovendo, nesta quinta-feira, dia 28, às 15h, sessão solene pelo centenário do crítico, produtor, autor e diretor teatral Paschoal Carlos Magno. A iniciativa da Diretoria Cultural da ABI é o reconhecimento a esta personalidade que teve participação vital na dinamização da cena brasileira. Para participar da homenagem, foram convidados grandes nomes do teatro, como as atrizes Bibi Ferreira, Eva Todor, Maria Pompeu, Myrian Pérsia, Nathália Timberg e Tônia Carrero, além da crítica de teatro Bárbara Heliodora e o diretor e ator Amir Haddad.
O Diretor Cultural da entidade, Jesus Chediak, entende que a ABI não poderia deixar de festejar o autor teatral, nascido no Rio em 1906:
- Abraçamos, de imediato, a iniciativa de Martinho de Carvalho e Norma Dumar, que organizaram o livro "Paschoal Carlos Magno - Crítica teatral e outras histórias" e são os responsáveis pelas homenagens a ele em todo o País. Paschoal Carlos Magno também está ligado à imprensa, tendo escrito críticas para O Jornal, Democracia e Correio da Manhã.
A atriz Myrian Pérsia tinha 11 anos quando conheceu o lendário diretor:
- Ele tinha uma personalidade muito forte, era movido pelo entusiasmo. Tinha como marca pessoal a certeza de que o teatro melhorava as pessoas. E estava certo. Para interpretar o papel de Arícia, na peça "Fedra", de Jean Racine, eu tive de fazer teste diante de uma banca, coordenada por Paschoal Carlos Magno. Foi o maior desafio de toda a minha vida. A banca era formada por Adolfo Celli, Nelson Pereira dos Santos e Bibi Ferreira. Tempos depois, essas pessoas fizeram parte de minha vida, tanto no teatro quanto no cinema.
Maria Pompeu lembrou outra importante iniciativa do homenageado:
- Fiquei dois anos e meio no Teatro Duse - uma sala de cem lugares, na Rua Hermenegildo de Barros, em Santa Teresa -, hoje Casa Paschoal Magno. Ali, no espaço criado por ele, atuei na peça "Lázaro", de Francisco Pereira da Silva, que estreou no dia 12 de novembro de 52. Tenho 54 anos de carreira e posso afirmar que ninguém mais do que Paschoal Carlos Magno fez tanto pelo teatro brasileiro. Ele colocou a semente do teatro no meu coração.
Carreira
Paschoal Carlos Magno iniciou a carreira como ator, mas foi como crítico, produtor, autor e diretor que se destacou. Aos 23 anos, já escrevia críticas teatrais na imprensa carioca. Dois anos depois, como autor, recebeu um prêmio da Academia Brasileira de Letras pela peça "Pierrot". Fundou o Teatro do Estudante do Brasil (TEB), introduzindo no País a função de diretor teatral. Aos 32 anos, dirigiu "Romeu e Julieta", de William Shakespeare. Em 1946, a crítica londrina aplaudiu a peça "Tomorrow will be different", do autor brasileiro. Sua atuação na vida cultural brasileira o levou a responder pelo setor cultural e universitário da Presidência da República, durante o governo Juscelino Kubitschek. Em 62, foi nomeado Secretário-geral do Conselho Nacional de Cultura. O golpe militar de 1964 afastou-o dos centros do poder e da carreira diplomática, mas Paschoal continuou trabalhando pela classe artística até sua morte, em 1980, no Rio de Janeiro.
A sessão solene em homenagem a Paschoal Carlos Magno será realizada na Sala Heitor Beltrão, no 7º andar da sede da Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro do Rio). 





