Quem acha que futebol e mulher não combinam pode estar enganado. Com o crescente número de repórteres do sexo feminino atuando na área esportiva, a editoria deixou de ser uma exclusividade dos homens. As jornalistas Gabi Pasqualin, da RedeTV!, Natalie Gedra, da Band, e Joanna de Assis, da SporTV, mostram que lugar delas também é dentro das quatro linhas.
Crédito:Arquivo pessoal
Joanna de Assis também participa da apresentação do "Bem, amigos"
Natalie diz que desde pequena sempre gostou e acompanhou esportes, mas que não fez jornalismo para entrar especificamente nessa área. “Eu pensava em fazer outras coisas, trabalhar em outras editorias, mas o meu primeiro estágio acabou sendo um pouco com esporte, pois eu trabalhava na rádio universitária e acabei cobrindo esportes, o segundo foi no Lance!, o terceiro no "Globo no Esporte". Então, fui ficando, ficando e não sai mais”, diz.
Para Joanna, fazer cobertura da área esportiva foi “um caminho natural”. “Eu escolhi o jornalismo porque desde que eu me entendo por gente gosto de escrever e ler, então não me via fazendo outra coisa que não fosse o jornalismo. Só que eu cresci próxima de muitos meninos e sempre joguei bola. Eu fiz Cásper Líbero e, na época, tinha o jornal ‘Gazeta Esportiva’. Mandei uma sugestão de pauta para lá e fiquei. Nunca mais saí", conta. Ela revela que, embora não tenha escolhido a profissão em razão do gosto por esportes, acabou juntando "duas paixões".
Gabi conta que desde pequena adorava ler e que, em sua casa, “sempre teve briga com meus irmãos pelo caderno de esportes do jornal”. “Meu pai e meu irmão mais velho sempre jogaram futebol e eu gostava de brincar com eles. Pratico esportes desde pequena e resolvi juntar o útil ao agradável e ser jornalista esportiva”.
Preconceito
Sobre a questão do preconceito na área, Natalie afirma que “o fato de existir um número maior de mulheres no meio, não significa que ele não seja preconceituoso”. “Em alguns momentos até parece que estão esperando aquele momento que você vai dar uma derrapada para que digam que a culpa é por você ser mulher”.
Crédito:Arquivo pessoal Natalie Gedra mantém distanciamento dos jogadores para evitar problemas
Para a repórter da Band, a coisa mais importante para atuar no meio e ser respeitada é manter uma postura. “Eu sempre falo para as meninas que querem trabalhar com o esporte que a melhor coisa é que sempre falem do seu trabalho, mas nunca da sua vida. Então, você tem que tomar um cuidado dobrado com postura, com as ações do dia a dia”, revela.
Joanna afirma já ter sofrido com o machismo e que isso já a deixou muito triste. “Se você consegue uma informação ou tem uma fonte é sempre porque você é bonitinha ou porque está saindo com aquela pessoa. Isso me magoava muito. Mas o preconceito não vem do jogador ou do técnico. Demora, mas o respeito deles você conquista. O preconceito que eu falo vem, na maioria das vezes, do colega ao seu lado”, diz.
Gabi Pasqualin, ao contrário das colegas, garante que nunca sofreu qualquer tipo de preconceito por atuar na área e afirma que sempre teve uma relação de respeito com os atletas e clubes.
Respeito
A repórter do SporTV conta que já criou laços de amizade com pessoas que atuam no meio esportivo e que não vê problemas nisso. “Existe um respeito muito grande dos treinadores e dos clubes. Não tem gracinha, nem nada disso. É uma paz imensa. A relação é muito boa”.
Crédito:Divulgação/ RedeTV! Gabi Pasqualin nunca teve problemas no trabalho por ser mulher
Gabi defende que há uma relação de respeito como em qualquer outro trabalho. “Os atletas respeitam bastante e os colegas jornalistas levam numa boa, principalmente, no meio do futebol, como somos poucas, todos já estão acostumados ”, afirma.
Precavida, Natalie comenta que nunca se aproximou muito dos jogadores para evitar todo tipo de comentários maldosos, mas que sempre teve um bom convívio com eles. Já com os clubes, a repórter da Band diz que tem uma boa relação.
Fórmula do sucesso
Para se tornar uma boa jornalista no meio esportivo, Natalie acredita que um dos requisitos fundamentais é ser estudiosa e, além disso, ter conduta. “Tem que ter postura acima de tudo. Tem que se fazer respeitar”, afirma.
A repórter da RedeTV! acredita que “não basta ser um rostinho bonito na televisão”. Assim, a mulher que deseja fazer a cobertura esportiva precisa estar antenada com tudo e se informar sempre. "Ter um bom conhecimento como em qualquer profissão. Postura e determinação também são características importantes em um universo que ainda é dominado pelos homens”.
Já para Joanna, o essencial para uma mulher evoluir na área é ter paixão pelo que faz. “Tem que gostar de esporte. Gostar de verdade. Se você faz o que você gosta, fatalmente será um bom jornalista. Eu sempre falo: 'faça as coisas buscando elogios, nunca buscando dinheiro'”, conclui .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Arquivo pessoal
Joanna de Assis também participa da apresentação do "Bem, amigos" Natalie diz que desde pequena sempre gostou e acompanhou esportes, mas que não fez jornalismo para entrar especificamente nessa área. “Eu pensava em fazer outras coisas, trabalhar em outras editorias, mas o meu primeiro estágio acabou sendo um pouco com esporte, pois eu trabalhava na rádio universitária e acabei cobrindo esportes, o segundo foi no Lance!, o terceiro no "Globo no Esporte". Então, fui ficando, ficando e não sai mais”, diz.
Para Joanna, fazer cobertura da área esportiva foi “um caminho natural”. “Eu escolhi o jornalismo porque desde que eu me entendo por gente gosto de escrever e ler, então não me via fazendo outra coisa que não fosse o jornalismo. Só que eu cresci próxima de muitos meninos e sempre joguei bola. Eu fiz Cásper Líbero e, na época, tinha o jornal ‘Gazeta Esportiva’. Mandei uma sugestão de pauta para lá e fiquei. Nunca mais saí", conta. Ela revela que, embora não tenha escolhido a profissão em razão do gosto por esportes, acabou juntando "duas paixões".
Gabi conta que desde pequena adorava ler e que, em sua casa, “sempre teve briga com meus irmãos pelo caderno de esportes do jornal”. “Meu pai e meu irmão mais velho sempre jogaram futebol e eu gostava de brincar com eles. Pratico esportes desde pequena e resolvi juntar o útil ao agradável e ser jornalista esportiva”.
Preconceito
Sobre a questão do preconceito na área, Natalie afirma que “o fato de existir um número maior de mulheres no meio, não significa que ele não seja preconceituoso”. “Em alguns momentos até parece que estão esperando aquele momento que você vai dar uma derrapada para que digam que a culpa é por você ser mulher”.
Crédito:Arquivo pessoal Natalie Gedra mantém distanciamento dos jogadores para evitar problemas
Para a repórter da Band, a coisa mais importante para atuar no meio e ser respeitada é manter uma postura. “Eu sempre falo para as meninas que querem trabalhar com o esporte que a melhor coisa é que sempre falem do seu trabalho, mas nunca da sua vida. Então, você tem que tomar um cuidado dobrado com postura, com as ações do dia a dia”, revela.
Joanna afirma já ter sofrido com o machismo e que isso já a deixou muito triste. “Se você consegue uma informação ou tem uma fonte é sempre porque você é bonitinha ou porque está saindo com aquela pessoa. Isso me magoava muito. Mas o preconceito não vem do jogador ou do técnico. Demora, mas o respeito deles você conquista. O preconceito que eu falo vem, na maioria das vezes, do colega ao seu lado”, diz.
Gabi Pasqualin, ao contrário das colegas, garante que nunca sofreu qualquer tipo de preconceito por atuar na área e afirma que sempre teve uma relação de respeito com os atletas e clubes.
Respeito
A repórter do SporTV conta que já criou laços de amizade com pessoas que atuam no meio esportivo e que não vê problemas nisso. “Existe um respeito muito grande dos treinadores e dos clubes. Não tem gracinha, nem nada disso. É uma paz imensa. A relação é muito boa”.
Crédito:Divulgação/ RedeTV! Gabi Pasqualin nunca teve problemas no trabalho por ser mulher
Gabi defende que há uma relação de respeito como em qualquer outro trabalho. “Os atletas respeitam bastante e os colegas jornalistas levam numa boa, principalmente, no meio do futebol, como somos poucas, todos já estão acostumados ”, afirma.
Precavida, Natalie comenta que nunca se aproximou muito dos jogadores para evitar todo tipo de comentários maldosos, mas que sempre teve um bom convívio com eles. Já com os clubes, a repórter da Band diz que tem uma boa relação.
Fórmula do sucesso
Para se tornar uma boa jornalista no meio esportivo, Natalie acredita que um dos requisitos fundamentais é ser estudiosa e, além disso, ter conduta. “Tem que ter postura acima de tudo. Tem que se fazer respeitar”, afirma.
A repórter da RedeTV! acredita que “não basta ser um rostinho bonito na televisão”. Assim, a mulher que deseja fazer a cobertura esportiva precisa estar antenada com tudo e se informar sempre. "Ter um bom conhecimento como em qualquer profissão. Postura e determinação também são características importantes em um universo que ainda é dominado pelos homens”.
Já para Joanna, o essencial para uma mulher evoluir na área é ter paixão pelo que faz. “Tem que gostar de esporte. Gostar de verdade. Se você faz o que você gosta, fatalmente será um bom jornalista. Eu sempre falo: 'faça as coisas buscando elogios, nunca buscando dinheiro'”, conclui .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves

