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Democracia Corinthiana, da HBO, expõem os negacionistas da ditadura

Série terá elenco de peso para contar a história do time que peitou o regime

Recorte em preto e branco da página esportiva da Folha de S.Paulo, de 15 de dezembro de 1983. No alto, a manchete em letras grandes diz: “A vitória da democracia, Corinthians é bi”.
Capa da Folha de S. Paulo com a vitória do Corinthians em 1983 (Reprodução)

Normalizou-se nos últimos anos uma narrativa negacionista sobre o que representou o infame período da ditadura no Brasil. 

No momento em que os saudosos do regime ganham seguidores embalados pela polarização política, o anúncio da HBO sobre a produção de um longa-metragem estrelado sobre a Democracia Corintiana chega como uma lufada de ar fresco.     

Não se trata de um documentário, mas de uma obra de ficção 100% baseada em fatos reais, dividida em 8 episódios.

O elenco não deixa dúvida sobre as ambições da série. 

Humberto Carrão será Adilson Monteiro Alves, o diretor de futebol que foi decisivo na estruturação do arcabouço de decisões coletivas no clube.

Já Marco Ricca e Alessandra Negrini incorporam o casal Vicente e Marlene Matheus, ligados à ala tradicional do Corinthians.

O movimento de Sócrates, Casagrande, Wladimir e Zenon levou o time ao bicampeonato paulista de 1982/1983 com uma política colegiada de decisões que ia do cozinheiro ao cartola. 

A Democracia Corintiana ganhou atenção internacional recentemente quando o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, publicou um vídeo exaltando aquele momento histórico.

Pedro Venceslau

Além do sucesso em campo, o movimento foi uma inspiração para o movimento “Diretas já”, que teve os atletas na linha de frente. 

A expectativa com o lançamento da série vai muito além da torcida. ◼

*Pedro Venceslau foi diretor de redação de IMPRENSA e, hoje, é analista da CNN Brasil
*Pedro Venceslau foi diretor de redação de IMPRENSA e, hoje, é analista da CNN Brasil.

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