CIDH critica transmissão de live de Bolsonaro pela TV Brasil

O relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Edison Lanza, criticou a transmissãode uma live de Jair Bolsonaro com líderes religiosos pela TV Brasil.

Atualizado em 14/04/2020 às 15:04, por Redação Portal Imprensa.



“A TV pública brasileira se transformou em um espaço para proselitismo político e religioso. O uso sectário e longe do interesse público da mídia pública deve ser banido com garantias legais”, disse Lanza em sua conta no Twitter.
Crédito:Reprodução

Feita no domingo de Páscoa, a live de Bolsonaro contou com os pastores evangélicos Silas Malafaia e Marco Feliciano, e o padre Reginaldo Manzotti.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também criticou o uso religioso da rede pública.

“Neste domingo de Páscoa a TV Brasil, transmitindo em rede nacional, dedicou duas horas de sua programação para fazer proselitismo do presidente Jair Bolsonaro e das políticas irresponsáveis que ele prega diante da pandemia do coronavírus. O espaço teve a participação destacada de representantes de igrejas fundamentalistas alinhadas com o seu governo. A ABI lembra o presidente que o Executivo dispõe da NBR para divulgar suas iniciativas e que a TV Brasil, por definição, é uma empresa pública, e não um porta-voz de suas posições”, diz a ABI, em nota assinada pelo seu presidente Paulo Jerônimo de Souza.

A live também foi transmitida no Fcebook e Twitter da TV Brasil, no YouTube e nas redes sociais do presidente.