Carlos Parente fala sobre o lançamento de seu livro "Obrigado, Van Gogh!"
Carlos Parente fala sobre o lançamento de seu livro "Obrigado, Van Gogh!"
Neste mês de novembro, Carlos Parente, que atua há mais de 18 anos nas áreas de comunicação, marketing e recursos humanos em empresas brasileiras e multinacionais, com comemorou o lançamento do livro "Obrigado, Van Gogh!", editado pela Editora Peirópolis.
A obra conta com prefácio de Paulo Nassar, presidente-executivo da Aberje, além de comentários de Mário Sérgio Cortella, Heródoto Barbeiro e do publicitário Alberto Dualibi, e traz coletânea de artigos sobre os meandros e bastidores da comunicação corporativa, além de dicas para quem está entrando no mercado.
Administrador de empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e com MBA em Marketing pela Faculdade de Economia e Administração - Universidade de São Paulo (FEA-USP), Carlos Parente é professor no curso de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). O profissional também possui diversos artigos publicados em revistas especializadas em comunicação e é co-autor do livro Comunicação interna: A força das empresas - v. 1 (Aberje Editorial).
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Parente fala sobre o lançamento do livro e a importância de se tratar sobre os bastidores do mundo corporativo. Acompanhe.
IMPRENSA - Por que a iniciativa de escrever sobre os bastidores do mundo corporativo?
Carlos Parente - O objetivo foi escrever "cases" do dia-a-dia da comunicação corporativa. Estratégias que deram certo, que deveriam ter dado certo e que, definitivamente, não deram certo. Os bastidores do mundo corporativo acabam aparecendo como coadjuvantes dessas situações.
IMPRENSA - Você acha que esse é um tema dos quais os leigos e profissionais têm carência de um conhecimento mais profundo?
Parente - Sim! Principalmente quando falamos de comunicação - que não é uma ciência exata - e que acontece diariamente nos corredores organizacionais. Infelizmente o mundo acadêmico ainda não conseguiu trazer para salas de aula a simulação do que realmente acontece na matriz, filial lá longe... Gestor x subordinado etc.
IMPRENSA - A inspiração do livro, e ele sempre faz referências a isso, veio de Van Gogh? Por quê?
Parente - Sim, porque em 2003 eu estava em Amsterdã a trabalho e tive a oportunidade de visitar o museu van gogh. Naquele momento estava acontecendo uma exposição itinerante denominada: Gogh Influence! Ou seja, os pintores que haviam influenciado o estilo de pintura do Van Gogh. Em um determinado quadro - Bordighera, do Claude Monet - me detive mais atentamente aos comentários (em carta) que Van Gogh fazia daquela obra ao seu irmão Teo. Para minha surpresa a tela Bordighera representava uma paisagem (vegetação, cidade ribeirinha e o mar ao fundo) e nos comentários ao Teo, Van Gogh descreve o quanto o "vermelho" da tela o impressionava. O detalhe é que não conseguimos enxergar esse vermelho e passada meia hora acabei desistindo. No avião de volta, o assunto retornou a minha mente e percebi que o tal do "vermelho" era do sol... Que não está na tela. Van Gogh vê o sol, Monet vê o sol! Nós só vemos o que está na tela...Resolvi então desenvolver um texto fazendo a analogia da tela com os fatos cotidianos que precisam ser comunicados e o sol representando o "contexto" onde estes fatos ocorrem. O que possibilita um melhor entendimento da mensagem.
IMPRENSA - Os comentários sobre o livro chamam a atenção para a clareza de estilo e linguagem e chegam a citar a "arte de escrever". Houve uma grande preocupação com a linguagem da obra?
Parente - Sim! O texto se desenvolve numa seqüência: metáfora, situação e comentário. O objetivo aqui foi ser didático e lidar de maneira "leve" com os temas ligados a comunicação corporativa.
IMPRENSA - Por que a escolha de lidar com pequenos artigos bem-humorados para um assunto que, na cultura popular, parece não dar abertura a isso por tratar-se do mundo empresarial?
Parente - Eu sou bem humorado e também brincalhão. Talvez seja minha baianidade... É importante aprender com os erros e acertos... E somente com bom humor podemos descrever essas situações e tirar um aprendizado que fique de fato - pelo exemplo, pelo estilo e pela coragem em expor a situação.
IMPRENSA - A linguagem atrativa é importante para lidar com que público, no caso deste livro?
Parente - Definitivamente sim! Ajuda a fluir bem os comentários ao longo do texto, além de deixar um efeito residual muito significativo por abordar situações cotidianas.
IMPRENSA - Você considera que a simplicidade possa ajudar os negócios de uma empresa em um cotidiano cada vez mais complexo, até em termos de mídias?
Parente - Sim! Gosto muito de uma frase que diz: "corajosamente simples e corajosamente criativo".
IMPRENSA - Por que você saiu da Avon e que projetos têm desenvolvido desde então?
Parente - O objetivo foi e é reescrever minha história profissional. Era necessário dar foco tendo em vista a proximidade do lançamento em 03 capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador) e o total interesse em apoiar essa divulgação. Desde então venho me dedicando a esses lançamentos e também fazendo, a convite, palestras e workshops/treinamentos em comunicação, além de ministrar aulas na ESPM-SP.
Serviço
Obrigado, Van Gogh!
Editora Peirópolis
200 páginas
R$ 38,00






