Borgen, da Netflix, antecipou crise na Groenlândia, mas com sinais invertidos

Série dinamarquesa colocou ilha no centro de uma disputa internacional por petróleo

Atualizado em 22/01/2026 às 20:01, por Redação.

Em um espaço público ao ar livre, uma mulher de cabelos presos e casaco bege está no centro da imagem, olhando atentamente para um homem de terno que segura um bloco de anotações. Ao redor deles, há várias pessoas observando a cena, incluindo jornalistas com câmeras e microfones. O ambiente sugere uma coletiva ou abordagem da imprensa, com expressões sérias e concentradas entre os presentes.

Borgen aborda alguns dos temas mais importantes da política internacional da atualidade (divulgação)


Pedro Venceslau*

A série dinamarquesa Borgen, da Netflix, tornou-se uma febre mundial e seduziu o público como uma versão parlamentarista, realista (e mais sofisticada) de “House of Cards”.

O sucesso foi tanto que a produção ganhou em 2022 uma continuação, chamada “Borgen - O Reino, o Poder e a Glória”. A 4ª temporada da série começou tratando de um tema que entraria na ordem do dia quatro anos depois, em 2026: a Groenlândia. 

Para os não iniciados, a protagonista da trama é Birgitte Nyborg (Sidse Babett Knudsen), uma parlamentar brilhante que se torna a primeira mulher no cargo de primeira-ministra do país nórdico. 

Em “Borgen - O Reino, o Poder e a Glória”, Birgitte aparece na iniciativa privada dez anos após deixar o comando da Dinamarca, mas logo volta ao governo, agora como ministra das Relações Exteriores. 

Foi nesse cenário que a chanceler se deparou com uma crise sem precedentes após a descoberta de uma grande reserva de petróleo na Groenlândia que poderia gerar US$ 300 bilhões.

Alheia à euforia dos locais, a ministra prevê que isso pode ser um “problemão”. Sabemos então que empresas da Rússia são acionistas da petroleira do Canadá que planeja fazer a exploração do petróleo.  

Ou seja: Putin é o vilão e está em conluio com a China. E, nesse caso, só os Estados Unidos podem salvar a pátria. 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Ted Wayne (Andy Murray), alerta Birgitte: 

Não podemos aceitar a presença da China numa área que consideramos crucial aos nossos interesses geopolíticos.

 

Ficha Técnica

Gênero: Drama político

Enredo: Ambientada nos bastidores do poder em Copenhague, acompanha a ascensão de Birgitte Nyborg ao cargo de primeira-ministra, focando em dilemas éticos, jogos de interesse, o funcionamento da democracia parlamentarista e o impacto da mídia.

Plataforma: Netflix

Temporadas: A quarta temporada foi lançada em 2022

 

*Pedro Venceslau é analista da CNN Brasil