"Ameaça afundar mais o Brasil na lama", diz "Economist" sobre impeachment
Na última quinta-feira (3/12), a revista britânica The Economist publicou em seu site uma crítica à abertura do processo de impeac
Atualizado em 04/12/2015 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quinta-feira (3/12), a revista britânica The Economist publicou em seu uma crítica à abertura do processo de da presidente Dilma Rousseff (PT), autorizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Crédito:Reprodução Revista diz que Cunha agiu por vingança e que impeachment pode afundar o Brasil
A revista avaliou a decisão de Cunha como um ato de vingança pessoal. "Ele agiu horas depois que três membros petistas da Comissão de Ética da Câmara afirmaram que iriam votar para removê-lo do Congresso", ponderou, ao citar que ele é investigado por suspeita de cobrar propina no esquema da Petrobras.
"A ação de Cunha é falha e ameaça afundar mais o Brasil na lama", escreveu, referindo-se ao editorial que publicou em fevereiro deste ano, quando afirmou que o Brasil estava em uma espécie de "atoleiro".
Ao questionar a presidente e dizer que ela merece ser punida por sua "irresponsabilidade fiscal", a Economist reforça que, em uma democracia, "o impeachment é a arma suprema: deve ter uma sólida base legal e política."
A publicação destacou também que Dilma é a líder mais impopular da história recente e, ao perder o controle do Congresso, não consegue aprovar o pacote fiscal para reparar a economia. "Devido à má gestão e altos gastos em seu primeiro mandato, a economia está aprisionada em um vórtice repugnante", acrescentou, ao classificar de "falsa promessa" a campanha eleitoral que a reelegeu. Para a Economist , o impeachment servirá como distração a um governo já distraído e defendeu que Dilma merece mais alguns meses para concertar a situação. "Se falhar, haverá mais argumentos para persuadi-la a renunciar pelo bem do país. Ao agir muito cedo e com base em argumentos fracos, Cunha pode ter dado vida mais longa a uma presidente fraca e destrutiva", completou.
Crédito:Reprodução Revista diz que Cunha agiu por vingança e que impeachment pode afundar o Brasil
A revista avaliou a decisão de Cunha como um ato de vingança pessoal. "Ele agiu horas depois que três membros petistas da Comissão de Ética da Câmara afirmaram que iriam votar para removê-lo do Congresso", ponderou, ao citar que ele é investigado por suspeita de cobrar propina no esquema da Petrobras.
"A ação de Cunha é falha e ameaça afundar mais o Brasil na lama", escreveu, referindo-se ao editorial que publicou em fevereiro deste ano, quando afirmou que o Brasil estava em uma espécie de "atoleiro".
Ao questionar a presidente e dizer que ela merece ser punida por sua "irresponsabilidade fiscal", a Economist reforça que, em uma democracia, "o impeachment é a arma suprema: deve ter uma sólida base legal e política."
A publicação destacou também que Dilma é a líder mais impopular da história recente e, ao perder o controle do Congresso, não consegue aprovar o pacote fiscal para reparar a economia. "Devido à má gestão e altos gastos em seu primeiro mandato, a economia está aprisionada em um vórtice repugnante", acrescentou, ao classificar de "falsa promessa" a campanha eleitoral que a reelegeu. Para a Economist , o impeachment servirá como distração a um governo já distraído e defendeu que Dilma merece mais alguns meses para concertar a situação. "Se falhar, haverá mais argumentos para persuadi-la a renunciar pelo bem do país. Ao agir muito cedo e com base em argumentos fracos, Cunha pode ter dado vida mais longa a uma presidente fraca e destrutiva", completou.





