Opinião
ncontro da SBPJor (Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo), realizado em novembro último, na Universidade Federal do Ceará (UFC). A constatação, em síntese, é a de que a academia pode ampliar estudos sobre esse segmento do jornalismo.
O trabalho derivou de um estado da arte elaborado no processo desenvolvimento de tese de doutorado, que envolve o conceito de jornalismo alternativo e correlatos – tais como imprensa alternativa, comunicação popular, mídia independente, jornalismo comunitário. A pesquisa ocorre dentro do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom), da Universidade Federal do Paraná, sob orientação da professora doutora Myrian Regina Del Vecchio-Lima.
Depois de discussão teórica sobre os conceitos mencionados, o trabalho envolveu buscas por pesquisas no Catálogo de Teses e Dissertações da Capes, dentro do campo “Comunicação”. Com a palavra-chave “jornalismo alternativo”, foram localizadas 29 pesquisas, sendo 26 delas do ano 2000 para cá.
O trabalho está publicado nos anais do 20º Encontro SBPJor“Muito ou pouco?”, pergunta-se no trabalho. “O parâmetro que nos pareceu mais objetivo para se aventar uma resposta foi o de verificar o número de programas de pós-graduação em Comunicação. Baseamo-nos no total de programas filiados à Compós (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação). Em julho de 2022, eram 51. Então, se desde 2000 a média é de 1,18 pesquisa (tese ou dissertação) por ano em que o tema ‘jornalismo alternativo’ está entre as palavras-chaves, tem-se a seguinte proporção: a cada 43 programas de pós-graduação, de apenas um, anualmente, em média, sai tese ou dissertação com ênfase em ‘jornalismo alternativo’”, continua o texto.
Se essa quantidade é muito ou pouca, “uma ou outra resposta denotaria mais juízo de valor do que propriamente rigor científico”, acrescenta o trabalho. “Mas é possível afirmar que, diante da relevância social do jornalismo (ou imprensa, ou mídia) alternativo, e dada a quantidade de programas de pós-graduação em Comunicação, a média de uma pesquisa anual em todos eles pode ser substancialmente ampliada”, assinala-se, nas considerações finais.
Crédito:Arquivo Pessoal
* é doutorando em Comunicação (UFPR), jornalista e professor da rede estadual de educação profissional do Paraná. Mantém um veículo de mídia alternativa (www.redemacuco.com.br), ministra cursos e oficinas nas áreas de Comunicação e realiza projetos culturais.

