"Se usado com inteligência, o traço tem tudo a ver com o Jornalismo", diz Elina Sakurabu

Por Paula Franco/Redação Portal IMPRENSA | 13/08/2010 13:19

Will Eisner, Osamu Tezuka, Hergé. Os mestres da ilustração influenciaram o trabalho de Elina Sakurabu, que aos 26 anos, encontra no universo da caricatura e do desenho expressivo referências para sua arte.

Elina Sakurabu

Os primeiros traços da ilustradora foram feitos em paredes, mesas e livros quando ainda era criança. Ao ver o potencial da menina, a família a matriculou em um curso de retratos e caricaturas. Com o incentivo, Elina não parou mais: começou a fazer seus "primeiros rabiscos profissionais" em eventos de caricaturas e retratos por encomenda.

Elina Sakurabu

Formada em Desenho Industrial e Programação Visual pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo (SP), iniciou sua carreira como designer em uma empresa de editoração eletrônica, ilustrando e participando de projetos de criação de capas.

Elina Sakurabu

A artista já desenvolveu embalagens e criou identidade de marca para clientes de uma agência de design especializada em branding; produziu ilustrações, games e infográficos animados para o Sistema de Ensino Multimídia da escola Jean Piaget; e também atua como freelancer.

Para Elina, se usado de forma correta, o traço pode complementar uma informação. "Saber usá-lo com inteligência, e com isso fazer com que uma imagem traga uma série de pensamentos e experiências à tona, tem tudo a ver com o trabalho jornalístico" disse a designer.

Elina Sakurabu

Mas a desenhista gosta mesmo é de criar personagens e trabalhar com histórias em quadrinhos. Entre os planos, está o lançamento de um blog, o Teriyaki-Girl, para publicação de seus projetos "mais lights": "As mídias sociais são uma vitrine para projetar não só quem sou eu e o que penso, mas uma forma para somar a divulgação do trabalho". 

Elina Sakurabu

Os trabalhos de Elina já puderam ser vistos no 6º Concurso do site Fabricarica - que selecionou as melhores caricaturas do ator Lima Duarte - e no Salão Internacional de Humor de Piracicaba. "Sempre gostei de desenhar, fazer caricatura dos amigos, sacanear professores, desenhar situações engraçadas... e encarava isso mais como um hobby. Foi nesse concurso que alcancei a maturidade de reconhecer que tinha potencial para seguir em frente", finalizou.