Neemias Freire se divide entre o jornalismo e o direito; Davi de Almeida e as artes cênicas

Redação Portal IMPRENSA | 02/10/2013 17:00
Trabalho justo
Começo de carreira nem sempre é uma coisa fácil. Neemias Ramos Freire que o diga. Para realizar o sonho de se formar em jornalismo, o pernambucano nascido em Arcoverde prestou concurso na Justiça do Trabalho para garantir a grana que bancaria o curso na FIAM em 1978. O primeiro emprego já na área foi como revisor no extinto Jornal da Tarde, no turno da madrugada. “Eu trabalhava lá da meia-noite às 5h. Só dava tempo de dormir porque o segundo emprego começava às 11h”, relembra.

Crédito:Arquivo Pessoal
Além dos dois trabalhos, Neemias decidiu investir também na segunda faculdade, e se formou em direito pela USP, em 1992. Para dar conta dos horários, trocou o então cargo de repórter de Cidades do JT pelo de redator de um jornal matinal na rádio Trianon. “Depois disso eu fiquei dez anos afastado do jornalismo porque já tinha prestado concurso para ser oficial de justiça, onde estou há 27 anos”, conta.

Em 2001, um ex-colega do Jornal da Tarde o convidou para ser editor de Economia do Estado de S. Paulo. “Fiquei muito tempo afastado, mas não senti o impacto da mudança das máquinas de escrever para o computador. Foi uma transição tranquila porque eu sempre fui familiarizado com informática.” O baque mesmo foi reacostumar com a rotina de plantão. Perto de se aposentar como oficial de justiça, ele segue firme como editor. “Jornalismo é para sempre. O resto eu fiz por necessidade, pensando no meu futuro. Eu gosto de redação, de clima de fechamento. Faço isso por prazer.” Vida longa a Neemias.


Luz, câmera ... jornalismo
Crédito:Fernando Dassan e Cauê Angeli
Com sinceras segundas intenções, Davi de Almeida já entrou na televisão com a ideia fixa de ser ator. Em 1980, ingressou na TV Bandeirantes como assistente de iluminação em estúdio de novela. Foi quando surgiu uma vaga de operador de câmera no jornalismo. Desde então, ele segue nessa jornada dupla entre o jornalismo e as artes cênicas. Com passagem também pela TV Gazeta e TV Manchete, Davi, natural de São Paulo (SP), atua como repórter cinematográfico na Rede Globo desde 1985.

O amor pelo teatro é antigo. “Estudo desde 1978, fiz diversos cursos e sempre fui ligado a grupos de estudo. Mas foi em 2006 que finalizei minha graduação
em artes cênicas pela PUC-SP. Já pensei em arriscar e me dedicar somente ao teatro, mas nunca abandonei o jornalismo.” Nos palcos, encenou “Gota d’água”, “Pedido de Casamento” e “Saindo da Geladeira”.

Na TV, participou dos seriados “Descolados” (TV Bandeirantes), “Força Tarefa” (Rede Globo) e “Amor e revolução” (SBT). Atualmente, está no ar em “Beleza S/A” (GNT) e em “O Negócio” (HBO). Para Davi, trabalhar em televisão sempre ajudou na carreira de ator. “Como repórter cinematográfico
exerço direção também. Mas, quando estou atuando, nunca falo sobre a minha outra profissão. Às vezes estou em cena e penso: ‘Aquela câmera poderia estar em outra posição’. Fico me remoendo, mas preciso separar as duas coisas.”