Radialista é morto a tiros em frente a sua casa no interior do RN

Por Paula Franco/Redação Portal IMPRENSA | 19/10/2010 10:56
O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, foi morto a tiros em frente à sua residência na última segunda-feira (18), na cidade de Caicó (RN). De acordo com informações da Polícia Civil, duas pessoas em uma moto dispararam vários tiros em direção ao jornalista, que estava na calçada, e depois fugiu. F. Gomes chegou a ser levado ao Hospital Regional de Seridó, mas não resistiu.

Segundo o portal Na Boca do Mundo, F. Gomes trabalhou nos jornais Tribuna do Norte e no Diário de Natal, como radialista nas emissoras Voz do Seridó e Rural AM. Recentemente, o radialista dirigia o departamento de radiojornalismo da Caicó AM.

O profissional era conhecido na região como um dos mais respeitados jornalistas policiais e seus textos sobre o tema eram publicados em um blog.  Em setembro, F.Gomes postou uma matéria que denunciava um suposto caso de compra de votos por crack na região de Seridó, e que repercutiu em todo o país. Algumas pessoas próximas ao jornalista acreditam que traficantes estariam envolvidos em seu assassinato.

Até o momento, a polícia faz buscas na cidade para localizar os suspeitos, porém não divulgou nenhuma informação sobre as investigações.

Ao Portal IMPRENSA, a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn), Nelly Carlos Maia, informou que terá uma audiência com representantes da Secretaria de Defesa Social e da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado nesta terça (19), para pedir maior empenho da polícia na apuração do crime.

Para Nelly, o assassinato de Medeiros teria sido uma espécie de "cala boca" à imprensa da região, mesmo que as autoridades ainda não tenham comprovado a ligação entre a morte do jornalista e a reportagem que fazia envolvendo crime eleitoral e drogas: "Ele apurava (o caso de) compra de votos por crack em período eleitoral, e ele pagou com a vida. Esse crime não pode ficar impune. Hoje em dia o primeiro poder é formado pela marginalidade aqui no Rio Grande do Norte. É revoltante, é de ficar indignado", declarou.  

A representante do Sindjorn aproveitou para pedir às entidades que representam os profissionais de imprensa cobrarem uma "ação efetiva da polícia" no caso.

O radialista será enterrado nesta terça, às 16h, em Caicó. F. Gomes deixa esposa e três filhos.                   
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