Ataques a profissionais de imprensa marcam evento conservador realizado no litoral catarinense

Redação Portal IMPRENSA | 08/07/2024 09:48
Encerrada ontem pelo presidente da Argentina, Javier Milei, a quinta edição da CPAC Brasil, realizada em Balneário Camboriú (SC), foi marcada por hostilizações a profissionais de imprensa.

Reunindo aliados de Jair Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o evento, além de ecoar a retória anti-imprensa que caracterizou o governo do ex-presidente, contou com ataques a jornalistas da CNN Brasil e do jornal O Estado de S. Paulo.
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Palestrantes do CPAC-Brasil: eventou reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro
Repórter da CNN Brasil, Isadora Aires chegou a ser expulsa do centro de convenções onde ocorreu o encontro. Enquanto cobria o evento, ela teria sido confundida com uma jornalista da TV Globo. Ao vê-la, os participantes gritaram "Globolixo" e "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão".

Caso das joias

Após ser expulsa do encontro, Isadora procurou a Polícia Militar. O barulho do ataque verbal levou o apresentador do evento a pedir calma aos participantes.

Em sua participação no CPAC Brasil, o deputado federal Mário Frias (PL-RJ), que foi ator da Globo antes de aderir à política, também gritou "Globolixo".

Outro ataque à imprensa ocorreu no primeiro dia do evento e teve como alvo Pedro Augusto Figueiredo, repórter do jornal O Estado de S. Paulo. O incidente ocorreu quando o jornalista questionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o caso das joias, que levou o ex-presidente Bolsonaro a ser indiciado pela Polícia Federal na semana passada.

O questionamento foi feito quando a ex-primeira-dama havia acabado de participar do encerramento do primeiro dia do evento. Após a indagação, o repórter foi empurrado por apoiadores de Bolsonaro e seguido por um grupo de participantes do evento.