Crônica esportiva chora as mortes de Apolinho, Antero Greco e Silvio Luiz

Redação Portal IMPRENSA | 16/05/2024 13:51
O jornalismo esportivo brasileiro está de luto. Morreram Silvio Luiz, Antero Greco e Washington Rodrigues, também conhecido como Apolinho. Silvio e Antero morreram hoje, em São Paulo. Apolinho morreu ontem, no Rio.

Criador de bordões como "Olho no lance", "Pelo amor dos meus filhinhos" e "Foi, foi, foi, foi...foi ele!", Silvio começou como árbitro de futebol. Ele tinha 89 anos e estava internado desde 8 de maio.

Entre 2011 e 2016, suas frases de efeito foram parar no jogo de videogame Pro Evolution Soccer (PES). Já em 2014, por ocasião da Copa do Mundo disputada no Brasil, sua voz pode ser ouvida nas orientações de trânsito do aplicativo Waze.

Vencedor de dois prêmios Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), Silvio participou da transmissão de seis Copas do Mundo e de nove Olimpíadas. Com passagens por Record, SBT e RedeTV!, ele marcou época na TV Bandeirantes, onde levou bom humor e deboche às narrações de partidas de futebol.
Crédito: Reprodução g1
Apolinho, Antero Greco e Silvio Luiz: com bordões, talento e bom humor, profissionais deixaram legado na cobertura esportiva
Com passagens por grandes veículos impressos do país, Antero Greco, que tratava um tumor cerebral e morreu aos 69 anos, também ficou conhecido pela leveza. Apesar de escrever crônicas respeitadas no mundo da bola, ele ficou conhecido nacionalmente como comentarista e apresentador do programa SportsCenter, da ESPN Brasil, onde formou uma dupla histórica - e ultra bem humorada - com o também apresentador Paulo Soares, o Amigão. 

Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Antero começou sua carreira nos anos 1970, no jornal O Estado de S. Paulo. Lá foi revisor, repórter, chefe de reportagem, editor e colunista de esportes. 

Já Apolinho, que também tratava um câncer, cunhou expressões usadas até hoje na crônica esportiva, como "chocolate" e “briga de cachorro grande”. 

Um dos mais conhecidos jornalistas esportivos do rádio brasileiro, ele comandava o “Show do Apolinho” na Rádio Tupi e mantinha a coluna “Geraldinos e Arquibaldos” no Jornal Meia Hora.

Apolinho começou sua carreira em 1962, na então rádio Guanabara. O apelido foi inspirado no microfone sem fio que ele usava na Rádio Globo e era similar aos utilizados pelos astronautas da Missão Apollo 11.

Apolinho também foi técnico e diretor de futebol do Flamengo, chegando a conquistar, em 1995, o vice-campeonato da Supercopa Libertadores.