Veja vencedores da edição 2024 do Prêmio Pulitzer, considerado o principal do jornalismo dos EUA

Redação Portal IMPRENSA | 08/05/2024 11:08
Considerado o de maior prestígio no jornalismo dos EUA, o Prêmio Pulitzer, organizado pela Universidade de Colúmbia, anunciou no início da semana, nos Estados Unidos, os vencedores de sua edição 2024. 

Novamente a cobertura de guerras foi o ponto alto da premiação. Além do conflito na Ucrânia, que foi destaque no ano passado, nesta edição a cobertura da crise humanitária na Faixa de Gaza e dos conflitos entre Israel e o Hamas valeu prêmios nas principais categorias do Pulitzer.

Porta-voz da premiação, Marjorie Miller destacou a coragem dos jornalistas que cobrem a guerra em Gaza e o alto número de profissionais de imprensa que "morreu no esforço de contar as histórias de palestinos e trabalhadores humanitários".
Crédito: Reprodução
Veja abaixo os ganhadores de cada categoria:

Reportagem de última hora (breaking news)
Equipe do Lookout Santa Cruz, por cobertura de enchentes e deslizamentos de terra na Califórnia, que deixou milhares de pessoas desalojadas.

Reportagem Investigativa
Hannah Dreier, do New York Times, por série de reportagens sobre o trabalho infantil de imigrantes nos Estados Unidos.

Reportagem explicativa
Sarah Stillman, do The New Yorker, por reportagem sobre falhas da Justiça norte-americana.

Reportagens locais
Sarah Conway, do City Bureau, e Trina Reynolds-Tyler, do Invisible Institute, por reportagens sobre negligêcia da polícia em casos de meninas e mulheres negras desaparecidas em Chicago. 

Reportagem Nacional
Equipe da Reuters, por reportagens sobre irregulariades nos negócios automobilístico e aeroespacial de Elon Musk, que provocaram investigações oficiais na Europa e nos Estados Unidos.

Equipe do The Washington Post, por investigação sobre o fuzil AR-15, arma usada com frequência em tiroteios em massa nos EUA.

Reportagem Internacional
Equipe do The New York Times, por cobertura sobre o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.

Reportagem Especial
Katie Engelhart, do New York Times, por texto sobre impactos da demência na vida de uma família dos EUA.

Comentário
Vladimir Kara-Murza, do The Washington Post, por colunas escritas em uma prisão na Rússia, críticas a Vladimir Putin.

Crítica
Justin Chang, do Los Angeles Times, por análise do filme "All of Us Strangers".

Redação Editorial
David E. Hoffman, do The Washington Post, por série sobre regimes autoritários na era digital.

Reportagens e comentários ilustrados
Medar de la Cruz, do The New Yorker, por história ambientada dentro da prisão de Rikers Island, sobre prisioneiros e funcionários.

Fotografia de última hora (breaking news)
Equipe de fotografia da Reuters, pelas fotos que documentam o ataque do grupo terrorista Hamas em Israel, em 7 de outubro, e pela cobertura do ataque de Israel na Faixa de Gaza.

Fotografia de destaque
Equipe de fotografia da Associated Press, pelas fotos que mostram migração em massa da Colômbia aos Estados Unidos.

Reportagem de áudio
Equipe do Invisible Institute e USG Audio, por série sobre um crime ocorrido em Chicago na década de 1990.

Serviço público
Joshua Kaplan, Justin Elliott, Brett Murphy, Alex Mierjeski e Kirsten Berg, da ProPublica, por reportagens sobre influência de bilionários na Justiça dos EUA, que pressionaram a Suprema Corte a adotar novo código de conduta.