Jornalista sequestrado em retaliação a cobertura da guerra civil no Líbano morre em Nova York

Redação Portal IMPRENSA | 22/04/2024 14:37
Ex-correspondente da Associated Press (AP) no Oriente Médio, o jornalista americano Terry Anderson, que foi sequestrado em 1985 no Líbano em retaliação a sua cobertura da guerra civil no país, morreu aos 76 anos em Nova York. 

Terry começou a atuar como correspondente no Oriente Médio em 1982, após a invasão israelense ao Líbano. Ele passou quase sete anos em cativeiro e só foi libertado em 1991, após o término da guerra civil de 16 anos. A experiência foi narrada na autobiografia "Den of Lions". 
Crédito: Santiago Lyon-reprodução Associated Press
Libertado ao lado da filha, Terry Anderson é reconhecido como o cidadão americano que ficou mais tempo sequestrado no Líbano
O conflito que levou ao sequestro começou após as Forças de Defesa de Israel invadirem o sul do Líbano. Oficialmente, o objetivo da operação era revidar os ataques da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), na época baseada no Líbano, a Israel. Com o apoio de milícias libanesas, os militares israelenses chegaram até a capital Beirute. Um ano após a invasão, a OLP deixou o Líbano.

"Embora a vida do meu pai tenha sido marcada por sofrimento extremo durante o tempo em que foi refém no Líbano, ele encontrou uma paz tranquila e confortável nos últimos anos", disse Sulome Anderson, filha do jornalista, à CNN. 

Em declarações também à CNN, Terry afirmou que gostaria de ser lembrado também pelo seu trabalho humanitário com um fundo para crianças do Vietnã e por sua atuação no Comitê para a Proteção dos Jornalistas, onde trabalhou em prol de assistência a profissionais de imprensa veteranos.