Mantendo acusações forjadas, Rússia volta a prorrogar prisão preventiva de repórter do Wall Street Journal

Redação Portal IMPRENSA | 26/03/2024 15:25
Primeiro jornalista americano preso pela Rússia sob acusação de espionagem desde a Guerra Fria, o correspondente do Wall Street Journal Evan Gershkovich teve sua prisão preventiva prorrogada mais uma vez. Um tribunal de Moscou decidiu hoje que o jornalista deve ficar detido até 30 de junho.

Evan foi capturado em março de 2023 quando fazia uma reportagem na região dos Montes Urais, sobre um complexo militar russo.

Filho de soviéticos que moram nos EUA, Gershkovich já trabalhou em veículos como The Moscow Times e New York Times.
Crédito: NATALIA KOLESNIKOVA/AFP
Nova prorrogação da preventiva de Gershkovich ocorreu dias antes do aniversário de um ano de sua detenção
Para analistas internacionais, a intenção do Kremlin é trocar a liberdade do jornalista pela de cidadãos russos detidos nos EUA. 

O Wall Street Journal, o governo dos EUA e organizações de liberdade de imprensa têm criticado a detenção de Gershkovich e a falta de transparência nos procedimentos legais envolvendo o caso.

Gulnoza Said, coordenadora nos EUA do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, condenou veementemente a prorrogação da prisão preventiva de Evan Gershkovich, afirmando que ela ocorreu sob acusações forjadas, poucos dias antes do aniversário de um ano de sua detenção. 

"A decisão de hoje é mais uma afronta cínica à liberdade de imprensa por parte das autoridades russas, que devem libertar Gershkovich imediatamente, retirar todas as acusações contra ele e parar de processar os repórteres pelo seu trabalho.”

Por sua vez, o Wall Street Journal voltou a afirmar que as acusações contra os jornalista são infundadas e categoricamente falsas.

Já o Departamento de Estado dos EUA tem sustentado que Gershokovich foi detido injustamente. Embaixadora dos EUA em Moscou, Lynne Tracy encontrou-se com o jornalista três vezes desde que ele foi preso.