Retratando jornalistas como heróis, filme Guerra Civil conquista boa bilheteria nos EUA

Redação Portal IMPRENSA | 25/03/2024 17:39
Sobre o trabalho de jornalistas que cobrem conflitos armados, o filme Guerra Civil vai estrear no Brasil em 18 de abril de 2024 acompanhado de grandes expectativas.

Produzida pelo estúdio A 24, a trama faturou em menos de um mês em cartaz nos EUA cerca de 20 milhões de dólares. 

Protagonizado pelo ator brasileiro Wagner Moura, que interpreta um fotojornalista, e pela atriz americana Kirsten Dunst, que também atua como profissional de imprensa, o filme acompanha a dupla e outros repórteres que tentam atravessar os EUA para entrevistar o presidente americano que, num futuro distópico, levou o país a uma fictícia guerra civil. 

O filme é dirigido e roteirizado por Alex Garland, cineasta conhecido por títulos como Ex Machina (2015) e Aniquilação (2018).
Crédito: Diamond Films

Filho de um cartunista político de um jornal inglês, Garland contou, após a exibição da obra no festival SXSW, realizado em Austin, no Texas, que cresceu em torno de correspondentes estrangeiros.

"Eu os ouvia conversar ao redor da mesa da cozinha e percebia como eles levavam a sério seus trabalhos."

O diretor também destacou que o filme é uma espécie de resposta à retórica antiimprensa que nos últimos anos ganhou força mundo afora, muitas vezes impulsionada por políticos populistas. 

"Jornalistas estão sendo arbitrariamente criticados. As pessoas desconfiam deles. Por isso quis fazer desse grupo o herói dessa história", disse Garland, acrescentando que "em qualquer tipo de país livre" jornalistas "são uma necessidade tanto quanto o Judiciário, o Executivo ou o Legislativo". 

"Ter uma imprensa livre, que é respeitada e confiável, é o mínimo que se espara de uma democracia. Há muita gente interessada em diminuir a credibilidade da reportagem. Eu acho que isso é prejudicial e está errado."