Ataques a jornalistas caíram mais de 40% no primeiro ano do governo Lula, diz Abraji

Redação Portal IMPRENSA | 06/02/2024 15:15
Levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) indicou que no ano passadao houve 330 casos de agressões contra jornalistas e veículos de imprensa no país. Trata-se de uma queda de mais de 40% em relação a 2022, quando a entidade registrou 557 episódios do gênero no Brasil.

A Abraji destaca como causa da redução o fim do governo Bolsonaro e o início do terceiro mandato presencial de Lula. De acordo com o setor de monitoramento de ataques e violência de gênero contra jornalistas da associação, entre 2019 e 2022 houve um crescimento de 328% nos alertas de agressões contra a imprensa brasileira.
Crédito: Reprodução Abraji
A entidade também destacou que a queda no número de ataques ocorreu a despeito dos ataques à sede dos três Poderes, ocorrido em Brasília, em 8 de janeiro do ano passado. Somente naquele mês foram registrados mais de 40 casos de agessões a profissionais e veículos de imprensa. Desse total, mais de 75% dos episódios foram considerados graves, pois envolveram agressões físicas, ameaças, intimidação, perseguição, deslocamento forçado, destruição e confisco de equipamentos. 

"A gravidade da situação exigiu atenção e ação rápida de organizações que lutam pelos direitos humanos e pela liberdade de imprensa no país. Além de publicar um relatório de monitoramento focado em violência política, a Abraji, ao lado de outras entidades, produziu e entregou ao governo um dossiê sobre a data, apontando tendências, reunindo recomendações e cobrando respostas", diz a nota da entidade.

Ainda segundo a Abraji, dos 330 ataques de 2023, mais de 47% foram classificados como discursos estigmatizantes. Casos de agressões e ameaças representaram 38% dos casos, seguidos por processos civis e penais (7,8%), situações de restrição na internet (3,3%), problemas de acesso a informação (2,7%), violência sexual (1,2%), uso abusivo do poder estatal (0,9%), detenção arbitrária (0,6%) e assassinatos (0,3%).