Ex-empregada doméstica, estudante de jornalismo de 63 anos estreia como colunista do Catraca Livre

Leandro Haberli | 29/01/2024 11:16
Tendo trabalhado como empregada doméstica por quase meio século, a escritora e estudante de jornalismo Neuza Nascimento, de 63 anos, estreou como colunista do Catraca Livre. 

Publicado na seção Causando, sob o título “Quilombo Aéreo: iniciativa busca equidade racial na aviação”, o primeiro texto de Neuza na plataforma de conteúdo digital especializada em notícias sobre cultura, causas sociais, serviços e variedade conta a história de uma iniciativa criada em 2019 pelas comissárias de voo Kénia e Lara Amorim, que visa combater a desigualdade racial na aviação brasileira.
Crédito: Reprodução Instagram
Colunista do Catraca Livre e do Lupa do Bem, Neuza lançou primeiro livro em 2023
A estreia de Neuza como colunista do Catraca Livre é fruto de uma parceria entre o veículo e o portal Lupa do Bem. Dedicado à produção e divulgação de conteúdo de impacto social, o projeto é coordenado pela jornalista Fabiana Rosa e foi concebido pela agência de relações públicas e marketing digital Sherlock Communications. 

Trabalho social

“Dois anos atrás, éramos apenas 3 no Lupa do Bem. Hoje, somos 13 profissionais incríveis, cada um deixando sua marca em estratégia, reportagem, design, pesquisa, marketing e comunicação. Juntos, já mapeamos mais de 285 iniciativas sociais e ONGs por todo o Brasil”, diz Fabiana, acrescentando que em 2023 o projetou destinou R$ 100 mil para impactar diretamente comunidades e a vida de cerca de 5 mil pessoas.

Além de escrever para o Lupa do Bem e para o Catraca Livre, Neuza tem larga experiência com trabalho social, tendo criado e dirigido durante 15 anos o Centro Integrado de Apoio às Crianças e Adolescentes da Comunidade (CIACAC). No ano passado, ela lançou seu primeiro livro. Intitulada "De Saracuruna a Copacabana", a obra narra a sua trajetória do interior de Minas Gerais ao celebrado bairro carioca, onde ela, penúltima de dez irmãos, começou a trabalhar aos 8 anos como babá. 

Já patente na infância da autora, o amor pelas palavras teve que ser substituído por faxinas e pilhas de roupas para passar. A despeito de diversos patrões e patroas que desdenharam de suas veleidades literárias, em 2003, convidada para participar do projeto social “Mulheres em Ação”, voltado a empoderar lideres comunitárias, Neuza começou a colocar suas histórias no papel, tranformando-as em ferramenta de inspiração social. Hoje toda essa rica experiência pode ser conferida no livro e nas colunas da autora.