Ex-integrantes da Funai deixam de ser investigados por omissão na morte de Bruno e Dom

Redação Portal IMPRENSA | 18/01/2024 13:09
Marcelo Xavier e Alcir Amaral, que eram presidente e vice-presidente da Funai quando o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados em 2022, tiveram pedidos de seus advogados atendidos pela Justiça e deixaram de ser investigados por dolo eventual no crime.  

Liminares, as decisões foram tomadas por Ney Bello, juiz do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). As investigações haviam sido pedidas pela Polícia Federal, que indiciou a dupla em maio de 2023. 
Crédito: Governo Federal
Marelo Xavier, ex-presidente da Funai: para PF, ele não tomou atitudes para evitar morte de Bruno Pereira
No indiciamento, a PF apontou "deliberada omissão" e alegou que o ex-presidente e o ex-vice presidente da Funai tinham conhecimento dos riscos enfrentados por funcionários do órgão, mas não tomaram nenhuma atitude para minimizá-los. 

A argumentação da PF em prol do indiciamento citou ainda uma reunião ocorrida em outubro de 2019, na qual funcionários da Funai no Vale do Javari alertaram a direção do órgão para a crescente tensão na região.

A despeito de tais alegações, o magistrado do TRF-1 considerou que a imputação de dolo eventual contra os ex-integrantes da cúpula da Funai não tem "nexo de causalidade" e que seus cargos não possuem "ingerência direta sobre a atuação das forças de segurança pública".