Em meio a onda de ataques no Equador, criminosos invadem emissora de TV e ameaçam jornalistas

Redação Portal IMPRENSA | 10/01/2024 11:26
Jornalistas e funcionários da emissora televisiva equatoriana TC, com sede na cidade de Guyaquil, foram ameaçados ontem por um grupo de homens armados que invadiu um dos estúdios durante uma transmissão ao vivo.

A equipe foi forçada a se deitar no chão. As imagens do ataque foram transmitidas aos telespectadores até que a programação fosse interrompida pelos criminosos.

A polícia equatoriana afirmou que os funcionários da emissora não se feriram e que vários suspeitos do ataque foram presos.
Crédito: Reprodução
Imagens de invasão a emissora de TV foram transmitidas ao vivo e funcionários foram forçados a deitar no chão
A invasão faz parte de uma série de ataques promovidos por facções criminosas em resposta a um decreto assinado  no dia 7 de janeiro pelo presidente do Equador, Daniel Noboa Azin, que declarou um "conflito armado interno" contra diversas gangues que atuam no país.

Crise carcerária

O decreto foi assinado depois que José Macías "Fito", líder de uma gangue, fugiu da prisão. Com a medida, um estado de emergência de 60 dias começou no Equador. 

Desde então, os criminosos têm promovido vários ataques com explosivos em todo o país, além do sequestro de policiais.

O presidente Noboa assumiu o poder em novembro. Em sua campanha ele prometeu que não iria "negociar com terroristas”.

Antes da declaração do estado de emergência, o presidente mobilizou 3.000 membros da polícia e das Forças Armadas para tentar recapturar “Fito”, que foi condenado a 34 anos de prisão em 2011 e chefia a gangue Los Choneros. Além dele, ao menos 40 outros presos fugiram.